A construção social das formas de histeria

Stéphane Laurens

Resumo


Dado que uma funções principais das representações sociais é transformar o que é não familiar (o que é o caso, especialmente, das teorias científicas) para o tornar familiar, a teoria das representações sociais foi, muitas vezes, utilizada para estudar como os conceitos científicos foram reciclados e transformados em senso comum. Este esquema muito simples não reflete senão um aspecto da construção dos conhecimentos, pois, notadamente no campo da medicina psicológica, as idas-e-vindas entre ciência e senso comum ou os intercâmbios entre especialistas (médico, psicólogo...) e leigos são constantes. No entanto, nesses intercâmbios, as formas de patologias se elaboram, se transformam, e, com isso, as teorias que querem aderir a essa realidade se modificam também: em função do discurso da ciência, o objeto (patologia) se transforma, obrigando assim a um reajuste do discurso. É esta dinâmica (e suas consequências) da co-construção social de um discurso científico, de representações sociais e de formas patológicas que eu me proponho analisar aqui. Desta análise, pode-se depreender que, ao lado da imitação ou da influência, o imaginário é determinante na elaboração de representações partilhadas e, em particular, na sua eficácia em produzir e representar uma realidade comum.

Palavras-chave


imitação; imaginação; senso comum; ciência; histeria; construção social da realidade

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