O “Irmão dos Pobres” esteve lá: O que o “Pequeno Concílio” de Medellín e Helder Câmara significaram, um para o outro?

Luiz Carlos Luz Marques, Lucy Pina Neta

Resumo


O texto dedica-se a selecionar e analisar, da imensa produção documental deixada pelo falecido arcebispo de Olinda e Recife, Helder Pessôa Câmara (1909-1999), sinais da importância, para ele, da organização daquela que viria a ser conhecida como Conferência de Medellín e de sua correta recepção. Com o uso do “método” ou “paradigma indiciário” de Ginzburg, foram selecionados textos que vão de 1962 a 1970, todos interligados por “fios-condutores” típicos do pensamento de Dom Helder, através dos quais é possível conhecer a sua evolução enquanto “operador social do sagrado”, na tentativa de construção de uma sociedade contemporânea laica, porém iluminada pelo Evangelho, a serviço da qual ele sonhava uma Igreja servidora, pobre e sem poder. O vivido e o decidido em torno da organização, realização e recepção de Medellín marca, para os autores, o início da fase mais madura das ações de impacto internacional do prelado brasileiro.

Palavras-chave


Estado; Igreja; Modelos eclesiais; Poder; Movimentos de Resistência

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DOI: https://doi.org/10.23925/1677-1222.2018vol18i2a5

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