Bazin e Merleau-Ponty: o cinema e sua aposta ontológica

Julio Bezerra

Resumo


As visões de cinema de André Bazin e Maurice Merleau-Ponty alimentam uma curiosa harmonia. Ambos vêem o cinema como uma nova linguagem imperativa para expressar o Ser, capaz de refletir sobre nossa promiscuidade com o mundo e as coisas. Ambos perceberam a aposta ontológica que o jogo da imaginação contém: o surgimento da imagem envolvida em um movimento de ida e volta, das coisas para a forma, do fato para o sentido e significado, e vice-versa. O objetivo deste artigo é discutir o interesse de Merleau-Ponty e Bazin em uma investigação ontológica do cinema, analisando suas afinidades e diferenças, identificando caminhos a serem explorados e afirmando uma certa ideia de cinema.

Palavras-chave


Maurice Merleau-Ponty; André Bazin; Ontologia

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