Qualidade de vida e impacto do tempo de atividade física na saúde dos idosos

Lícia Ludendorff Queiroz, Cristiane Silveira de Brito, Fernanda Gomes de Almeida, Nayline Martins Pereira, Helisângela de Almeida Silva, Juliana Pena Porto, Geni Araújo Costa, Guilherme Gularte Agostini, Rogério de Melo Costa Pinto, Paulo Pinto Gontijo Filho, Rosineide Marques Ribas

Resumo


Objetivos: Avaliar a qualidade de vida, através do questionário “Medical Outcomes Study 36 - Item Short - Form Health Survey” (SF-36) em um grupo de idosos envolvidos em atividades físicas programadas e o impacto do tempo de atividade física. Métodos: Avaliamos 143 idosos envolvidos em atividade física programada pela Universidade Federal de Uberlândia. Como ferramenta de coleta de dados, foram utilizados os questionários SF-36 e um sociodemográfico, aplicados no momento da entrevista. Foi realizado o teste Kruskal-Wallis para análise entre os domínios e Mann-Whitney para verificar a relação entre o estado de saúde e o nível de atividade física. Resultados: A média de idade da população foi de 70,5 anos. A pontuação média encontrada a partir da análise do SF-36 foi de 73,3. Os domínios Aspectos Sociais (81,7) e Saúde Mental (78,9) apresentaram os escores mais elevados. Cerca de 76% dos idosos incluídos no estudo praticavam pelo menos 150 minutos de atividade física por semana, sendo classificada como população mais ativa. A maioria (70,6%) dos idosos tinha uma boa percepção do seu estado geral de saúde; entretanto, observou-se diferença estatística quanto ao domínio Estado Geral de Saúde entre os grupos que praticavam atividade física por período menor que um ano e aqueles que praticam há mais de 10 anos. Conclusões: As melhores pontuações foram obtidas para os domínios Aspectos Sociais e Saúde Mental, sendo observado significativo melhor estado geral de saúde no grupo que pratica atividade física consecutiva há mais de dez anos.

Palavras-chave


qualidade de vida; idosos; questionários

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DOI: https://doi.org/10.5327/Z1984-4840201623854

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