Carcinoma de células renais papilífero tipo 2 de apresentação infrequente: relato de caso

Autores

  • Maria Cecília Ferro Docente, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Douglas Alexandre do Espírito Santo Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • André Luís Bettiati Jr Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP

Palavras-chave:

carcinoma renal papilífero, neoplasias renais, carcinomas de células renais

Resumo

Os Carcinomas de Células Renais (CCRs) compreendem 1 a 3% de todas as neoplasias malignas viscerais e é mais prevalente em pacientes do sexo masculino. No Brasil, a incidência desta neoplasia varia entre 7-10 casos por 100.000 habitantes/ano nas áreas mais industrializadas. O tabagismo, obesidade, hipertensão arterial e terapêutica com estrogênios são fatores associados ao desenvolvimento dessa doença. Mais de 60% dos casos são diagnosticados incidentalmente durante realização de exames de imagem, principalmente a ultrassonografia (US) e tomografia computadorizada (TC). Cerca de 70 a 80% dos CCRs são carcinomas de células claras, e reservam bom prognóstico. Tumores papilares aparecem em 10 a 15% dos casos e tumores cromófobos em cerca de 3 a 5%. Geralmente ambos se apresentam com lesões primariamente sólidas e alguns deles podem exibir áreas císticas decorrentes de necrose ou hemorragia. No entanto, somente menos de 5% dos CCRs são lesões predominantemente císticas. Os CCRs papilíferos (10-15%) podem ser de tipo 1 (basófilo) e, mais raramente, de tipo 2. Habitualmente, à época do diagnóstico, os de tipo 2 apresentam-se como neoplasia de alto grau, associada a metástases ganglionares e, às vezes, à invasão venosa, representando pior prognóstico em relação aos de tipo 1, especialmente na presença de áreas de hemorragia e necrose. O presente artigo apresenta o relato de um caso de carcinoma renal papilífero de tipo 2, que além de ser um subtipo histológico infrequente, foi diagnosticado em paciente do sexo feminino, com grandes dimensões (15x13cm) e padrão predominantemente cístico, outras variantes incomuns dos carcinomas de células renais. A classificação histológica é extremamente importante por determinar significativas implicações prognósticas e terapêuticas.

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Publicado

2016-10-07

Como Citar

Ferro, M. C., Santo, D. A. do E., & Bettiati Jr, A. L. (2016). Carcinoma de células renais papilífero tipo 2 de apresentação infrequente: relato de caso. Revista Da Faculdade De Ciências Médicas De Sorocaba, 18(Supl.), 68. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/RFCMS/article/view/29824