Fatores de risco para remoção não eletiva de cateter central de inserção periférica em neonatos em um centro neonatal

Raissa de Campos, Patrícia Ponce de Camargo, Angela Midori Matuhara, Hélid Svazate Silva, Carolina Caetano, Tayla Louise Vieira Cherry, Carla Regina Tragante

Resumo


Objetivo: O estudo objetivou avaliar os fatores de risco relacionados à remoção não eletiva do cateter central de inserção periférica (CCIP) em recém-nascidos. Métodos: Estudo transversal, realizado com 188 CCIPs instalados em neonatos em um centro neonatal de um hospital público de grande porte, localizado na cidade de São Paulo (SP), entre janeiro e novembro de 2017. Para variáveis contínuas, utilizaram-se estatística descritiva e teste t-Student, e para variáveis descritivas, o teste χ2  de Pearson. Resultados: Ruptura (25%) e infecção relacionada ao cateter (19%) foram os principais motivos para sua remoção não eletiva, e os fatores de risco identificados para tal estiveram relacionados ao tipo de terapia instituída (monoterapia ou politerapia), número de venopunções durante sua inserção, número de curativos realizados durante sua permanência e tempo de permanência do cateter. Conclusão: A remoção do cateter antes do término da terapia programada gera danos ao neonato e custos extras para a instituição. A análise dos motivos para sua remoção não eletiva e dos fatores de risco associados demonstram a necessidade de investir-se no treinamento da equipe de enfermagem para o correto manuseio do cateter, objetivando a prevenção de complicações evitáveis.


Palavras-chave


cateterismo venoso central; cateterismo periférico; cateteres venosos centrais; recém-nascido; enfermagem neonatal; fatores de risco

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DOI: https://doi.org/10.23925/1984-4840.2019v21i4a4

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