Hemorragia pós-parto

Rodolfo Fischer Morelli, Gabriel Igor de Andrade, Lucas Crivellaro Volpato, Patrícia Franco Kauffmann, Rafael Nogueira Quevedo

Resumo


Introdução: A hemorragia pós-parto (HPP) é das principais causas de morbimortalidade materno fetal e a atonia uterina, afecção relativamente comum, sua principal causa. A HPP é responsável por 125.00 mortes por ano e estima-se que seja causadora de 30% dos óbitos maternos de causa obstétrica no mundo. Define-se como perda sanguínea maior que 500 ml após a expulsão do concepto nas primeiras 24 horas, sendo mais preocupantes as perdas acima de 1000mL por apresentarem maior número de alterações fisiopatológicas que podem resultar em instabilidade hemodinâmica. Relato de Caso: Paciente, 27 anos, G2P0A1, Idade gestacional (IG): 37 4/7 procura o serviço de urgência/emergência do Hospital Santa Lucinda em 09/03 por alteração em exame de Ultrassonografia obstétrica realizado na mesma data. Paciente ao toque vaginal apresentava colo grosso, posterior, com 2cm de dilatação, feto com apresentação cefálica e bolsa integra. Conduzida a internação para indução de trabalho de parto devido à ILA reduzido. Após paciente evoluir sem dilatação depois de administrado três doses de Misoprostol, foi indicada o parto cesariana por distocia. O período pós-parto evoluiu com uma atonia uterina que se manteve mesmo com administração três medicamentos útero tônicos, optando-se assim pela tentativa sem sucesso de uma sutura de B-Lynch e posterior histerectomia subtotal. Discussão: A hemorragia pós-parto devido a atonia uterina apresenta-se como importante patologia no meio obstétrico. Sendo assim, é necessária uma terapêutica rápida e eficaz para interromper o sangramento da paciente. Uma vez identificada atonia uterina, pode-se estimular as contrações por meio de manobras de compressão uterina bi manual ou pelo uso de fármacos útero tônicos, ou, em último caso, métodos cirúrgicos. O tratamento cirúrgico conservador deve ser tentado quando os úteros tônicos falham e a paciente está estável. As opções são embolização da artéria uterina, ligadura hipogástrica e sutura uterina hemostática B-Lynch, realizada no caso da paciente em questão. A histerectomia total está indicada quando a estabilidade hemodinâmica não é obtida ou as outras técnicas tenham falhado. Conclusão: A atonia uterina é a principal causa de HPP, responsável por expressiva morbimortalidade materna. É afecção prevenível, desde que a profilaxia seja utilizada de forma correta. O diagnóstico e tratamento realizados precoce e adequadamente, resultam em significativa diminuição dos índices de complicações e óbitos.

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