Associação da colestase intra-hepática e da síndrome HELLP na gestação

Tânia Regina Padovani, Anna Luiza Fonseca Cicone

Resumo


Introdução: As doenças hepáticas demandam cuidados especiais na gestação. Serão apresentadas duas patologias que normalmente não se manifestam concomitantes, colestase intra-hepática e síndrome HELLP. Relato de Caso: Paciente, 31 anos, solteira, G4PN2A1, 35 sem 5/7 – USG, queixa de prurido generalizado. AU 30 cm, BCF 170bat, MF + e DU ausente. Colo grosso, posterior, 3 cm, cefálico, BI. ITU no 1ºtri (tratada). Ant. obst. pregressos: um aborto e sem ant. ginecológicos e clínico e cirúrgicos. Pré-natal: 10 consultas. A +, HIV e VDRL – , glicemias normais, hep C e HBsAg não reagentes, toxo: IgG e IgM negativos, PA normal. Ganho de peso e vacinação adequadas e consulta odontológica realizada. EGB positivo. Os exames indicaram alteração no TGO, TGP e plaquetopenia. No dia seguinte permaneciam com DHL, gama GT, B.T. e B.D. elevados. Optou-se pela cesárea (P.A. da paciente subiu no parto, controlada com medicação). Puérpera evoluiu bem, assintomática, com alterações no TGO, TGP, DHL, bilirrubinas e plaquetopenia constantes. Internada até o 7º dia PO, sem intercorrências. Recebeu alta com os exames elevados, para acompanhamento ambulatorial. Discussão: Dentre as patologias exclusivas da gravidez temos a colestase intra-hepática e a pré-eclâmpsia (incluindo a síndrome HELLP). Poucos anos atrás essas doenças eram fatais para gestante e feto. Atualmente, os casos resultantes em morte ou com sequelas vêm sendo reduzidos. A coletasse intra-hepática da gravidez é caracterizada pelo aparecimento de prurido generalizado no 2º ou 3º trimestre da gestação. É acompanhada de elevação nos níveis séricos das enzimas hepáticas e dos ácidos biliares, com regressão do quadro clínico e laboratorial em cerca de 2 a 3 semanas após o parto. As mulheres acometidas normalmente são normotensas. A predisposição genética parece ser o fator mais importante. A plaquetopenia e a elevação acentuada da DHL são explicadas pela síndrome HELLP (hemólise, aumento de transaminases e trombocitopenia). Na grande maioria dos casos é uma forma grave da pré-eclâmpsia, mas podem existir pacientes assintomáticas. Nas duas patologias a principal abordagem terapêutica após a 34 sem de gestação é a realização do parto, protegendo mãe e filho. Conclusão: Os avanços que têm sido feitos nos últimos anos, no diagnóstico e abordagem dessas doenças com diminuição da morbimortalidade. É importante que o obstetra conheça essas patologias, pois são mascaradas com sintomas inespecíficos e provas laboratoriais determinantes.

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