Câncer de colo uterino em pacientes com HIV

Eduardo Borges Coscia, Fernanda Folla Pompeu Marques, Emanuela Yumi Fugisawa de Mello, Tiago Genzini Miranda, Fernanda Milani, Gabriela Oliveira Faria

Resumo


Influência da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Adquirida em paciente com Lesão intreaepitelial do colo uterino. Introdução: O câncer cervical é terceiro tipo de neoplasia que mais acomete mulheres no mundo. O agente causador é o Papiloma vírus Humano (HPV). São mais de 170 subtipos conhecidos e 15 deles são oncogênicos, sento os subtipos 16 e 18 os mais prevalentes. Estudos mostram que o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), aumenta a possibilidade de infecção pelo HPV, e, da mesma forma, o HPV dobra a chance de se adquirir HIV. Concomitantemente, relaciona-se maior gravidade das lesões causadas pelo HPV em mulheres soro positivas. Relato de caso: Paciente soropositiva para HIV, realizando tratamento com coquetel antirretroviral adequadamente. Nega tabagismo e uso de método contraceptivo. Foi encaminhada ao Ambulatório de Patologia do Trato Genital Inferior do Hospital Santa Lucinda da PUC-SP para avaliação. Trouxe exames alterados com Colpocitologia oncótica compatível com Lesão Intraepitelial de Alto Grau (LIEAG) e colposcopia com biópsia positiva para NIC III – HSIL. Proposto tratamento cirúrgico com cirurgia de alta frequência (CAF). O resultado anatomopatológico da peça cirúrgica confirmou o diagnóstico de NIC 3. A peça cirúrgica apresentou margem endocervical comprometida, desta forma foi indicada a realização de histerectomia total como tratamento definitivo. Discussão: Pacientes infectadas por HIV possuem um risco aumentado em 13,3 vezes pela imunossupressão que se estabelece, de serem infectadas por HPV e têm chance três vezes maior de desenvolver lesões precursoras do câncer cervical. Todos os anos aproximadamente 500 mil mulheres desenvolvem câncer de colo uterino. Dentre cofatores incluem-se o baixo nível socioeconômico, múltiplos parceiros sexuais, multiparidade e tabagismo. Com relação ao diagnóstico da infecção por HIV, independente da contagem de células CD4 e da carga viral, a evolução da doença pode ser desfavorável. Dessa forma, é importante conhecer a relação entre as patologias para melhor proposta de prevenção e correto manejo dessas pacientes. Conclusão: HPV e HIV são infecções prevalentes no país e trazem grande prejuízo a vida da paciente. Acadêmicos, médicos generalistas e ginecologistas devem estar atentos à possível relação entre tais patologias e ter conhecimento do correto manejo preventivo e de tratamento.

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