Reação alérgica após aplicação toxina botulínica

Karem Christine Correa e Silva, Angela Valeria Tozzi de Oliveira Mendes, Samara Muniz Miranda Maurino, Flavia Fajardo, Olivia Siqueira Filogonio

Resumo


Introdução: A prática de procedimentos estéticos apresenta crescimento significativo no mundo, e no Brasil, com o aumento dessa prática os riscos inerentes ao procedimento tornam-se mais evidente. A toxina botulínica é uma uma proteína e neurotoxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, reconhecida pela segurança e eficácia no tratamento das rugas dinâmicas da face, com ação na terminação motora colinérgica, inibindo a liberação da acetilcolina na pre-sinapse da junção neuromuscular, provocando a diminuição da contração muscular. A toxina botulínica mais utilizada é a do tipo A, para uso terapêutico como: estrabismo, mioclonias, paralisias espásticas, hiperhidroses, e para uso cosmetico, a fim de reduzir as rugas dinâmicas. É um procedimento minimamente invasivo, com poucas reações ou efeitos colaterais indesejados. As principais complicações são: ptose palpebral e do supercílio, estrabismo, assimetrias e equimoses. Reações alérgicas são raras, assim como, diplopias e formação de anticorpos, corroborando com a prática clínica diária no consultório. Porém, pouco se sabe, se a reação seria à própria toxina botulínica tipo A ou aos reconstituintes do produto, podendo ocasionar desde um simples rash cutâneo até reações anafiláticas mais graves, levando ao óbito. Relato do Caso: paciente do sexo feminino de 46 anos, com história a alergia a corantes, a qual procurou atendimento dermatológico estético para correção de rítides faciais. Propôs-se a aplicação de toxina botulínica tipo A para correçao das rugas de expressão do terço superior da face, sendo esta a quarta aplicação já realizada na paciente, sem intercorrências nas aplicações anteriores. Após a aplicação de 37,5 UI de toxina botulínica tipo A, iniciou-se subitamente reação alérgica manifestando eritema facial com extensão para região cervical, além de referir mal estar. Evoluiu com o aparecimento de placas urticariformes nos pontos de aplicação. Acionou-se o SAMU e realizou-se administração de prednisolona e a cloridrato de epinastina. A paciente permaneceu em decúbito dorsal com monitorização dos sinais vitais, com a chegada do serviço de urgência, foi administrado hidrocortisona, apresentando melhora do quadro. Discussão: a reação de hipersensibilidade apresentada, entre outros riscos, apesar de rara na pratica clinica, deve ser considerada pois coloca em risco a vida da paciente. Conclusão: necessitando assim, a realização de procedimentos por profissionais capacitados.

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2018 Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Apoio: ..............................................................................................................................................

    

Fundação São Paulo - Hospital universitário

 



 

Rev. Fac. Ciênc. Méd. Sorocaba, Sorocaba, SP, Brasil, e-ISSN 1984-4840

A Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.