Leucemia mieloide crônica de difícil remissão na oncologia pediátrica

Marcelo Gil Cliquet, Beatriz Rodrigues Verona, Moisés Santore Júnior

Resumo


Introdução: A leucemia mieloide crônica (LMC) é uma é uma doença que ocorre geralmente em três fases: a fase inicial crônica; a fase acelerada e crise blástica. Clinicamente, quando sintomáticos, os pacientes apresentam sintomas de hipercatabolismo e esplenomegalia, causando desconforto abdominal. O tratamento da LMC teve grande avanço no decorrer dos anos e hoje após a descoberta de novas medicações como o imatinibe, o prognóstico do paciente diagnosticado com LMC melhorou muito. O transplante de medula óssea também é muito utilizado, aumentando ainda mais as chances do paciente Objetivos: Relatar um caso de LMC e todas as intercorrências e dificuldades no tratamento. Metodologia: Análise de prontuário cedido pelo Hospital GPACI após autorização de médico responsável pelo caso. Relato de Caso: Paciente masculino, branco, nascido em 2001, deu entrada na Santa Casa de Piedade-SP, onde, no final de 2007 apresentou um quadro de inapetência, palidez e abdômen distendido. Foi encaminhado para mais avaliações e e tratamento do Hospital GPACI. Como já havia a suspeita de leucemia mieloide crônica (LMC) devido a exames laboratoriais, o paciente já tinha iniciado uso de interferon-alfa e hidroxiureia na Santa Casa. O paciente G. enfrentou muitas dificuldades no tratamento, principalmente com dores físicas devido a medicação, o que levou à decisão da introdução de Imatinibe e retirada do interferon-alfa. Paciente evoluiu bem por 1 ano, quando apresentou sua primeira crise blástica com infiltração no sistema nervoso central (SNC) e foi necessário a realização de indução com quimioterapia. Após remissão, foi realizado transplante de medula óssea (TMO) em 2011. Dois anos depois do TMO, paciente teve recidiva de LMC com infusão no SNC. Foi realizada nova indução quimioterápica e após seu fim, o tratamento de manutenção durou até 2015. Hoje, em 2018, paciente mantem-se em remissão, demonstrada por exames laboratoriais. Conclusão: É possível perceber que ainda existem muitos avanços a serem realizados no campo da oncologia pediátrica. Novas estudos tanto no eixo biológico, com a busca de novos tratamentos, como também no eixo psicossocial, se fazem necessários. As dificuldades que permeiam um diagnostico oncológico e todo o seu tratamento subsequente devem ser valorizadas e, sempre que possível, amenizadas pelos profissionais de saúde. 

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