Hidrogel de acetato de celulose e EDTAD com extrato etanólico de própolis para aplicações em tratamentos de queimaduras de segundo grau

Newton Maciel de Oliveira, Eliana Aparecida de Rezende Duek, Pedro Luiz Rosalen, Mariana Cesar de Azeredo Bissoli, Guilherme Borges Gomes da Silva, Lucas Martins Ferreira, Vanessa Rigoni Marcato, Anna Maria G. Melero

Resumo


Introdução: Recentemente, o uso de polímeros biorreabsorvíveis vem se destacando na área médica uma vez que representam uma alternativa viável para casos em que a regeneração tecidual é fortemente comprometida. Utilizou-se neste trabalho uma membrana de Hidrogel de Acetato de Celulose (HAC) e Dianidrido de Ácido Etilenodiaminotetraácido (EDTAD) como matriz polimérica, associado à base de extrato etanólico de própolis OP6. Objetivo: Analisar, através de técnicas histológicas, os efeitos antiinflamatórios e regenerativos do complexo HAC-EDTAD/OP6 sobre queimaduras induzidas de segundo grau. Metodologia: O estudo in vivo foi realizado em 60 ratos Wistar, divididos em 2 grupos conforme o tempo dos curativos (7 e 14 dias). Cada conjunto, por sua vez, foi subdividido em controle negativo, controle positivo e tratamentos HAC-EDTA/OP6 em concentrações 15, 30 e 60% (m/v) de Própolis. A lesão foi induzida por escaldo a 70ºC por 10 segundos, após analgesia e bloqueio neuromuscular, resultando uma queimadura de 2º grau, em uma área tricotomizada de aproximadamente 4cm², em região dorso cervical. Logo, ocorreu a fixação do biomaterial nas diferentes concentrações nos grupos de estudo. Discussão: Houve uma correlação direta entre a concentração de própolis incorporada e a taxa de liberação, sendo a amostra de OP6 60% a que apresentou a maior quantidade liberada ao final da análise. No que tange à análise histológica, todos os grupos tratamento mediaram melhor processo regenerativo. Em relação à 15%, ocorreu reepitelização mais acentuada do que o controle positivo, porém os grupos 30% e 60% apresentaram melhores resultados devido a reepitelização a partir dos anexos cutâneos remanescentes. Destaque para 30%, com modulação mais equilibrada do processo inflamatório comparada a 15% e 60% e, consequentemente, melhor processo regenerativo. Não obstante, comparando-se o ensaio de liberação à análise histológica, notou-se que no tratamento 60% houve maior concentração da substância na lesão, possivelmente ocasionando um processo inflamatório mais acentuado em relação ao tratamento 30%, sendo necessário realização de estudos de dose-resposta dessas concentrações. Conclusão: A preservação dos anexos cutâneos com relação à baixa ação inflamatória e à concentração intermediária, auxiliou no processo regenerativo, representado pelos resultados do grupo tratamento 30% como a melhor concentração associada ao biomaterial aplicado nas queimaduras de segundo grau.

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