Avaliação da técnica de medida de pressão arterial (PA) na atenção básica (AB)

Cibele Isaac Saad Rodrigues, Laura Goldfarb Cyrino, Luísa Motta Justo

Resumo


Introdução: Hipertensão arterial (HA) é caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos. Por ter alta prevalência e associar-se a várias complicações em órgãos-alvo, mostra-se como grave problema de saúde pública nacional. Assim, é necessário que seu diagnóstico e controle sejam feitos eficientemente na atenção primária (AP) à saúde. É nessa perspectiva que esse estudo pretende contribuir, já que visa verificar se a medida da PA é feita de forma correta pelos profissionais da atenção básica e capacitá-los. Objetivos: Comparar a medida da PA realizada por profissionais de saúde em pacientes hipertensos de Unidades Básicas de Saúde de Sorocaba (UBS) com a realizada com a técnica apropriada por pesquisadores treinados, em indivíduos adultos, obesos e idosos; verificar a técnica utilizada pelos profissionais de saúde das UBS escolhidas; e capacitar os profissionais das UBS participantes da pesquisa para a utilização de técnica adequada de medida da PA. Metodologia: Participaram deste estudo indivíduos portadores de HA, divididos em 3 grupos: 80 adultos (entre 18 e 60 anos), 40 idosos (> 60 anos) e 40 obesos (com IMC≥ 25 Kg/m2). A avaliação da técnica empregada pelos profissionais de saúde foi feita através de dois questionários: um para coleta de dados sociodemográficos e, outro, um check list baseado nas VII Diretrizes Brasileiras de HA (VIIBHHA) para avaliação específica da técnica utilizada pelos profissionais. A medida da PA, pelas pesquisadoras, foi feita segundo preconizado pelas VII DBHA. Resultados preliminares: Em mais de 33% dos pacientes a diferença entre as pressões sistólicas obtidas foi > 10%. Sobre a pressão diastólica, em mais de 36% dos pacientes a diferença ultrapassou 10%. Sobre a técnica empregada pelos profissionais: apenas 2% explicaram o procedimento ao paciente e 93% destes estavam em posição inadequada. Vale destacar que, como pesquisa de intervenção, está previsto ao final do projeto a capacitação dos profissionais participantes, a partir de demonstração prática e exposição de painéis nas UBS de Sorocaba. Conclusão: Há evidente utilização de técnica inadequada pelos profissionais, o que reflete diretamente nos valores obtidos de PA. Os dados coletados são alarmantes já que levam a erros de diagnóstico e metas a serem atingidas. Por fim, reiteramos a necessidade de educação permanente desses profissionais e da relevância de estudos que objetivem a avaliação da técnica aplicada por eles.

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