Ideação suicida em moradores da área de abrangência referente à Unidade Básica de Saúde Aparecidinha: prevalência e fatores associados

Elaine Aparecida Dacol Henna, Amanda Sejtman Guttmann, Anna Luiza Fonseca Cicone, Bárbara Letícia Ferreira de Carvalho, Camila Azeredo Pereira-Barretto, Ana Carolina de Oliveira

Resumo


Introdução: Segundo a OMS, em média, 24 pessoas cometem suicídio a cada dia e, embora o Brasil tenha uma das taxas mais baixas, esse número vem crescendo anualmente, de forma a se configurar um problema de saúde pública. OBJETIVO: Assim, esse estudo objetivou estimar a prevalência da ideação suicida na área de abrangência da Unidade Básica de Aparecidinha, Sorocaba – SP, e verificar quais fatores socioeconômicos e psicológicos estariam associados à ideação suicida. Metodologia: Para tanto, aplicamos 4 questionários: sociodemográfico, Inventário de Depressão de Beck, Escala de Desesperança de Beck e TARS (Teste para Avaliação do Risco de Suicídio). Calculamos a frequência, porcentagem, média das variáveis, realizamos uma análise de correlação de Pearson para estudar a relação entre as variáveis e fizemos uma análise de regressão linear, com suicídio como variável dependente e as demais como explicativas. Resultados: Ao todo foram entrevistadas 26 pessoas, sendo 61,5% do sexo feminino e a maioria aposentada ou desempregada. Cerca de 84,6% alegavam praticar alguma religião. Dentre os transtornos psiquiátricos apresentados 53,8% tinham depressão, 26,9% transtorno bipolar e 19,2% esquizofrenia. Ao avaliarmos a frequência de sintomas depressivos a partir da pontuação na Escala de depressão de Beck observamos que 34,6% dos entrevistados apresentavam sintomas depressivos leves e 65,6% sintomas moderados a graves. Entre todos os fatores estudados, o único que foi preditivo de suicídio foi a presença de depressão (p=0,001). Entretanto, ter muitos filhos, baixa escolaridade e desesperança estiveram associados à depressão e, portanto, indiretamente ao risco de suicídio. Conclusão: Assim, estratégias voltadas à detecção e intervenção precoces poderiam mitigar o risco de suicídio nessa população. Da mesma forma que estratégias mais simples como educação e planejamento familiar poderiam reduzir a vulnerabilidade à depressão e consequentemente o risco suicida.

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