Efeito da administração de capsaicina durante a prenhez de ratas Wistar fêmeas adultas

Mércia Tancredo Toledo, Renata Novelli Kairof Mari

Resumo


Introdução: Adaptações metabólicas e diversos ajustes marcam o organismo no período gestacional. Substâncias primordiais ao desenvolvimento fetal são fornecidos pela placenta, que atua como um filtro regulador das trocas metabólicas fetais. Objetivos: Este trabalho se propôs a analisar as possíveis alterações feto-placentárias induzidas pela administração de capsaicina (substância presente na pimenta vermelha do gênero Capsicum) durante a gestação, no período de máxima atividade placentária em ratas Wistar prenhas. Métodos: Foram utilizadas 8 ratas e 2 machos Wistar para o acasalamento segundo o método harém. As ratas prenhas foram colocadas no grupo tratamento 50mg de capsaicina/kg de rata. Este grupo foi comparado com grupos do experimento anterior, em que foram estudadas 20 ratas separadas em três grupos (tratamento 100mg/kg, controle positivo e controle negativo). Avaliou-se o ganho de peso gestacional semanal dos animais e seu estado geral. Após o sacrifício (20dia), expôs-se os cornos uterinos dos animais, avaliou-se os produtos de concepção quanto ao peso placentário e fetal, além dos níveis de glicose e colesterol maternos. Posteriormente fez-se a histologia do tecido placentário para avaliação dos parâmetros morfológicos e morfométricos. Resultados: Não houve diferença estatística entre os grupos estudados quanto glicemia e colesterol. A análise histológica das placentas, não mostrou alteração na arquitetura das camadas placentárias dos grupos controle. A análise do grupo tratamento, porém, mostrou redução do número de células trofoblásticas gigantes produtoras de hormônios e conversoras de metabólitos, labirinto atrófico e desorganizado e infiltrado inflamatório na decídua, além de aumento da deposição de lipídeos característico da fase anabólica da gestação (14/16 dia), o que caracteriza incompatibilidade com o período de sacrifício e imaturidade placentária. Conclusão: As alterações observadas culminam na redução da função placentária de aporte nutricional e de troca gasosa, resultando em desnutrição e hipóxia fetal, refletidos no baixo crescimento e ganho de peso fetal, como também nos óbitos fetais apresentados. Assim, constatou-se a presença de efeitos capazes de alterar o curso gestacional e direcioná-lo ao prejuízo do desenvolvimento fetal por meio de modificações na placenta.

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