Prevalências de transtorno mental comum e de depressão no ambulatório de fibromialgia do Conjunto Hospitalar de Sorocaba e no Centro Saúde Escola de Sorocaba

Elaine Aparecida Dacol Henna, Ana Júlia Campi Nunes de Oliveira, Sofia Gonçalves Tonoli, Raphael Birindelli Guimarães, Renan Galante Faga

Resumo


Introdução: Segundo a Organização Mundial de Saúde, transtornos mentais são 12% das morbidades mundiais.(1) Entre eles, o transtorno mental comum (TMC) se destaca com prevalência entre 7% a 26% na população ocidental (2). Não é incomum o TMC apresentar comorbidades, entre elas, a fibromialgia (FM). Estima-se que entre 50% a 70% dos pacientes com FM apresenta transtornos depressivos (TD)(3). A presença da depressão agrava o quadro de doenças pré-existentes, podendo acarretar um impacto negativo na qualidade de vida dos fibromiálgicos. Objetivos: Investigar as prevalências de TMC e depressão no ambulatório de FM, relacioná-las com fatores de risco sociodemográficos e compará-las com as dos não fibromiálgicos do Centro Saúde Escola (CSE). Justificativa: Embora exista a associação entre FM e TD, há necessidade de se conhecer as características epidemiológicas e quais os transtornos mentais mais frequentemente associados para facilitar processos interventivos. Metodologia: Foram realizadas coletas de dados de pacientes maiores de 18 anos do ambulatório de FM do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) e do CSE mediante a aplicação dos questionários Self Report Questionnaire (SRQ-20), para constatar TMC, Inventário de Depressão de Beck (BDI), para detectar depressão, e de dados sociodemográficos. Resultados e análise dos dados: Foram avaliados dados de 37 pacientes do ambulatório de FM, com idade média de 53,8 anos (DP=13,9) e 46 do CSE, com idade média de 40,4 (DP=13,4), totalizando 83 sujeitos. A população de FM era predominantemente mulher, significativamente mais velha (t=4,964; df=82 e p<0,001); com menor índice socioeconômico (t=-2,164; df=82 e p=0,03) e maiores escores em depressão pelo BDI (t=4,596; df=82; p<0,001) e SRQ-20 (t=8,282; df=82; p<0,001). Analisando o grupo FM separadamente, houve correlação positiva entre depressão (BDI) e etnia (r=,403, p=0,005); ISE e escolaridade (r=,333, p=0,02); TMC e etnia (r=,344, p=0,01;). As que apresentaram correlações significativas e negativas foram: SRQ-20 e relacionamento estável (r=-,296, p=0,04); depressão e relacionamento estável (r=-,296; p=0,04).

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