Avaliação da frequência de inaptidão de candidatos à doação de sangue por alterações cardiovasculares observadas na triagem clínica de doadores realizada no Hemonúcleo de Sorocaba

José Roberto Maiello, Daniel Braga Cliquet

Resumo


Introdução: Com a descoberta dos tipos sanguíneos ABO pelo pesquisador Landsteiner, e os anticoagulantes que permitem a estocagem do sangue, começa a doação de sangue sem haver necessidade imediata por um paciente, por qualquer individuo. Assim, normas foram criadas para a segurança do sangue, pacientes e doadores. No Brasil, segue-se a RDC 158 para triar doadores, destacando-se os critérios para alterações cardiovasculares, considerando-os aptos ou inaptos. Objetivo: esse projeto tem como objetivo realizar um levantamento de dados, de candidatos è doação de sangue, recusados por problemas relacionados ao sistema cardiovascular, para avaliar a frequência de candidatos inaptos por esses motivos, além de frequência em grupos etários e sexo. Metodologia: com o banco de dados do sistema do Hemonúcleo de Sorocaba, foram avaliados os candidatos à doação de sangue no Hemonúcleo de fevereiro até dezembro de 2016 e anotados os percentuais de inaptidão de candidatos seguindo a RDC 158, focando em motivos por alterações cardiovasculares distinguídos no Hemonúcleo (hipertensão e hipotensão arterial; epidemiologia e/ou diagnóstico de doença de Chagas). Foram divididos também por idade e sexo, avaliando a fequência de inaptidão em: mulheres e homens; 16 a 29 anos, 30 a 39 anos, 40 a 59 anos e acima de 60 anos baseada na maior frequência de alterações cardiovasculares com o avançar da idade. Também, foram avaliados candidatos recusados por motivos além dos cardiovasculares. Resultados: Foram avaliados 32825 candidatos à doação que compareceram ao Hemonúcleo: 13980 mulheres e 18845 homens. distribuídos mês a mês e por motivos de inaptidão e faixas etárias. O percentual de mulheres inaptas à doação foi maior que o masculino, mas por motivos cardiovasculares, houve mais homens. Também, houve maior quantidade de doadores entre 16-29 anos. Conclusão: O percentual de inaptidão maior feminino se dá provavelmente pela maior frequência de anemia nesse grupo. Notou-se mais doadores e maior percentual de inaptidão na idade de 16-29 anos. Nos homens, houve um maior percentual de inaptidão por problemas cardiovasculares e a pressão arterial descontrolada no dia da doação foi a mais frequente. Parte dos candidatos inaptos por uso de medicamentos o foram por medicamentos para distúrbios cardiovasculares, sendo expressiva essa quantidade. O estudo pode auxiliar no conhecimento de motivos de inaptidão à doação de sangue para diversos motivos assim como os cardiovasculares

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