Prevalência de transtorno mental comum e transtorno de personalidade em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 atendidos no ambulatório do Conjunto Hospitalar de Sorocaba-SP

Elaine Aparecida Dacol Henna, Marianne Torrezan Salesse, Mariana Machado Santos

Resumo


Introdução: Transtorno mental comum (TMC) compreende conjunto sintomas que incluem irritabilidade, ansiedade, cefaleia, fadiga e dificuldades para concentração, sintomas muitas vezes incapacitantes1. Diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma patologia caracterizada por produção insulínica deficiente, podendo apresentar como sintomas poliúria, polidipsia, fome constante, perda de peso e alterações visuais2. Indivíduos que possuem DM1 tem maiores escores em instrumentos para a identificação de TMC3 e transtorno de personalidade (TP)4, principalmente aqueles que não possuem êxito no controle do nível de glicose sérico5. A saúde mental de pacientes com DM1 ainda é mais frágil quando associada a fatores socioeconômicos desfavoráveis, dificultando a adesão ao tratamento, implicando em aumento das complicações da doença e mortalidade6. Objetivos: Estimar a ocorrência de TMC, depressão, e TP em pacientes com DM1 no ambulatório do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), estudar a associação entre TMC e fatores sociodemográficos na população de DM1 e contribuir para a discussão sobre a relação entre TMC, TP e DM1. Metodologia: O estudo foi conduzido no ambulatório do CHS com pacientes que apresentam DM1. Foram aplicados os questionários Self Report Questionnaire (SRQ-20), para rastreio dos transtornos mentais mais prevalentes, Inventário de Depressão de Beck, para quantificar depressão, Personality Disorder Questonnaire-4 (PDQ-4), que sugere a presença de TP, além do Questionário de dados sociodemográficos, todos de autopreenchimento. Justificativa: Existe uma associação entre DM1 e transtornos psiquiátricos, dificultando a adesão ao tratamento, controle glicêmico, levando ao aparecimento de complicações. Logo, o tratamento e prevenção dos transtornos psiquiátricos facilitaria o manejo e melhoraria a evolução dos pacientes com DM1. Resultados e análise de Dados: Foram entrevistados 56 pacientes, sendo 78,57% mulheres (Tabela 1). Após a aplicação dos questionários, 34 pacientes foram diagnosticados com algum transtorno psiquiátrico, sendo 17 com depressão e outros 17 com TP (Tabela 2). A prevalência de TMC foi de 42,85%. Também foi realizada análise comparando os grupos I, sem transtornos diagnosticados pela aplicação de questionário, e grupo II diagnosticados com TP ou depressão. No grupo I há maior prevalência de solteiros, enquanto no grupo II, 85,29% dos pacientes está em um relacionamento estável (p=0,005). Também fora possível relacionar a presença de TMC (p=0,006), TP (p=0,019) e depressão (p=0,009) com sexo, sendo uma correlação prevalente nas mulheres, as quais também possuem menores índices socioeconômicos (p=0,026). Ademais, a correlação entre PDQ-4 e Beck também é significativa (p<0,005), assim como a relação entre TMC e diagnósticos prévios (p=0,009) (Tabela 4).

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