Avaliação dos níveis de atendimento e controle de crianças com diagnóstico de asma

José Inácio Pereira da Rocha, Kaio Souza de Melo, Victoria Machado Santos

Resumo


Introdução: Asma é doença inflamatória crônica associada à hiper-responsividade das vias aéreas inferiores, na qual muitas células e elementos celulares têm participação. É uma condição multifatorial determinada pela interação de fatores genéticos e ambientais. Seu diagnóstico pode ser feito de maneira clínica e funcional. Embora não exista cura, o controle da doença pode ser resultado de um manejo adequado. Enquanto o controle expressa a intensidade com que as manifestações da asma estão suprimidas pelo tratamento, a gravidade pode ser avaliada pela quantidade de medicamento necessária para atingir o controle. Estima-se que, no Brasil, existem aproximadamente 20 milhões de asmáticos e em 2011 foram registradas pelo DATASUS 160 mil hospitalizações em todas as idades, dado que colocou a asma como a quarta causa de internações. Justificativa: A baixa resolutividade da atenção primária, a ausência de protocolos de regulação dos encaminhamentos e a dificuldade na contratação de profissionais médicos impactam no aumento da referência aos serviços de atenção especializada. Objetivos: O objetivo do estudo é identificar o número de crianças atendidas num serviço de atenção referenciado e que possivelmente poderiam receber esse atendimento ou seguimento na origem. Também se propõe a relacionar o nível de controle da doença com a adesão ao tratamento e a forma de aquisição dos medicamentos. Métodos: O estudo foi realizado no Ambulatório de Pneumologia Infantil do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, onde foram solicitados aos pais ou cuidadores das criançasatendidas no local a autorização através de um termo de livre esclarecimento para a participar do projeto que será realizado através da resposta de um questionário, que aborda dados pessoais básicos da criança além de perguntas relacionadas ao quadro e história de asma do paciente. Os dados foram analisados através do método estatísticos estatístico quiquadrado. Resultados: O manejo para asma de baixa ou média gravidade deveria ser feito, inicialmente, na origem, entretanto o presente estudo não demonstrou qualquer relação quanto ao número de consultas no ambulatório de pneumologia pediátrica do CHS e a presença de pediatra e/ou pneumologista, seja no bairro ou na cidade de origem. Este dado sugere que, eventualmente, para algumas crianças, esta atenção e cuidado não careceriam de um acompanhamento ambulatorial a nível secundário.Neste estudo, os dados obtidos não demonstraram qualquer relação entre a forma de aquisição dos medicamentos com o controle da doença.

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