Características biopsicossocias das pacientes adultas portadoras de Síndrome de Turner atendidas no ambulatório de endocrinologia do Conjunto Hospitalar de Sorocaba

João Carlos Ramos Dias, Raquel Aparecida de Oliveira, Daniela Mendes Martins Blattler, Milena Regina dos Santos Perez, Danielle Bispo Vieira Ortiz, Ravena Machado Massucatto

Resumo


Introdução: a Síndrome de Turner (ST) é uma condição cromossômica que afeta o desenvolvimento em mulheres, decorrente da presença de um cromossomo X e perda total ou parcial do segundo cromossomo sexual. Os sinais mais significativos são a baixa estatura e disgenesia gonadal.Um grande desafio em lidar com essa síndrome reside no fato de que não apenas as funções orgânicas das portadoras estarem comprometidas, como o seu panorama de interações sociais e desenvolvimento psicológico. Estudos apontam que mulheres com ST tem maior risco de apresentarem dificuldades psicológicas, como depressão, imaturidade e problemas de interação social. Objetivos: em vista da relevância de se conhecer as características das portadoras de ST e a partir delas entender os impactos que a síndrome traz à vida dessas mulheres, o presente estudo teve por objetivo apresentar o perfil biodemográfico e econômico,avaliar a qualidade de vida e presença ou não de depressão nas pacientes acompanhadas em nossa região. Métodos: Para realização do estudo foram aplicados quatro questionários: o do perfil biodemográfico,montado pelos pesquisadores, Escala de Depressão de Becker II, Questionário de Qualidade de Vida (QV SF-36 V2) e Critério de Classificação Econômica Brasil (ABEP 2015). Em seguida, foi feita entrevista utilizando a técnica do Grupo Focal (GF) com posterior análise estatística dos resultados obtidos. Resultados: foram avaliadas 15 pacientes. A idade média foi 31,6 anos, sendo que 93% declararam-se solteiras e 46% relataram ocupação profissional. Da escolaridade, 60% concluíram o ensino médio e 16% cursaram ensino superior. Pelo ABEP,86,6% integraram a classe D. Cerca de 70% referiram atividades de lazer.A pontuação de QV obteve piores desempenhos em vitalidade e saúde mental. Nos GF, participaram oito pacientes. Todas demonstraram conhecimento da origem genética na síndrome, 87% teve o diagnóstico tardio, suspeitado pela baixa estatura. A altura média das que usaram o hormônio do crescimento (GH) foi de 151cm e das que não usaram foi de 143cm. Na infância, elas declararam sofrer com bullying, dificuldades em matemática e estigmatização. As pacientes demonstraram problemas de interação social, relacionamento amoroso e sofrimento com as questões da maternidade. Conclusão: diante dos dados apresentados, é indispensável ofertar apoio psicossocial nos ambulatórios e estudos sobre o impacto emocional da síndrome na vida dessas mulheres.

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