Tumores estromais gastrointestinais (GIST), incidência, aspectos morfológicos, imuno-histoquímica

Maria Cecília Ferro, Bruna Marzullo

Resumo


Introdução: O tumor estromal gastrontestinal (GIST – gastrointestinal stromal tumor) é uma neoplasia abdominal infrequente e representa 1% a 3% dos tumores gastrointestinais. São mais frequentes no estômago (60%), intestino delgado (25%), além de cólon, reto, esôfago, mesentério e omento (15% em conjunto). O crescimento da maioria dos GISTs é conduzido por mutações oncogênicas nas tirosina quinases receptoras: KIT (80%) ou PDGFRA (10%) presentes majoritariamente nas células intersticiais de Cajal. O principal marcador é a KIT (CD117). Objetivos: Analisar a incidência da neoplasia além do sexo, localização, faixa etária, presença de Ki67 dos casos e comparar os dados com a literatura. Metodologia: Após inserção do trabalho na Plataforma Brasil e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da FCMS-PUC-SP, levantou-se casos em arquivos de dois laboratórios na cidade de Sorocaba do período de 2012 a 2017. A amostra foi de 222.097 laudos e dentre os exames inumo-histoquímicos separou-se aqueles positivos para GIST. Para análise foi utilizado: sexo, localização do tumor, idade e porcentagem de Ki67, se presente. Para a revisão da literatura levantou-se artigos dos anos de 2013 a 2018 das plataformas PubMed e Scielo. Resultados: Obteve-se 24 casos, sendo 12 do sexo feminino e 12 do sexo masculino, fato que está em concordância com a literatura, pois não há distinção na incidência entre os sexos. A presença da neoplasia no trato gastrointestinal foi de 70,8% (17 casos), fato significantemente maior que os demais, além do X2 = 27,67 (p< 0,0001) no teste Qui-Quadrado. Encontrou-se divergência entre os autores na literatura tratando-se da faixa etária mais cometida pela neoplasia, 15 encontraram-se entre 51 a 90 anos e ao realizar teste Qui-Quadrado obteve-se X² = 1,50 (p = 0,2207), resultado insignificante, reafirmando que o GIST não acomete igualmente as faixas etárias. 16 casos apresentaram positividade para o Ki67 e dentre os positivos 11 apresentavam porcentagem de 0 a 5%. Contudo não há um consenso sobre porcentagem e malignidade, apenas sabe-se que concentrações acima de 8% sugerem maior malignidade e potencial elevado para metástase e recorrência. Conclusão: O fato do GIST ser raro ocasionou num baixo número de casos e dificultou resultados estatisticamente significantes. Contudo, obteve-se um parâmetro da incidência no meio em questão e ressalta a importância da realização de mais pesquisas sobre tal tema.

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