Estudo retrospectivo de biomarcadores de instabilidade cromossômica em células de nódulos mamários em aspirado por agulha fina

Júlio Boschini Filho, Nelson Brancaccio dos Santos, André Filipi Santos Sampaio, Aleksi Gomes Antila

Resumo


Introdução: O câncer de mama é a malignidade não-cutânea mais diagnosticada em mulheres. A gênese deste carcinoma assemelha-se aos acontecimentos iniciais de todas as neoplasias malignas. As alterações genéticas do controle do ciclo celular configuram-se como eventos principais responsáveis pela carcinogênese. Essas mutações conferem habilidades às células tumorais para proliferarem, metastizarem e escaparem da apoptose e/ou resposta imune na instalação do processo neoplásico. A instabilidade cromossômica (CIN) e, consequentemente, a micronucleação e as atipias celulares (ponte nucleoplasmática, broto e tamanho nuclear) são importantes marcadores citogenéticos da oncogênese. Os micronúcleos (MN) podem se originar por ocorrência de um dos mecanismos que fundamentam a CIN, a geração de ciclos de quebra-fusão-ponte, dissociando fragmentos cromossômicos (clastogênese), mas também por não-disjunção de um cromossomo inteiro (aneugênese). Podem ser, por fim, englobados por envoltório nuclear, apresentando-se morfologicamente similares ao núcleo principal, exceto por seu tamanho menor. A frequência de micronucleação e de outras atipias nucleares é bioindicador sensível na avaliação do processo neoplásico. Objetivos e Métodos: A fim de avaliar a instabilidade genômica em células de nódulos mamários benignos e malignos, utilizamos amostras de lâminas gentilmente fornecidas pelo Laboratório ColPat do município de Sorocaba-SP de 41 pacientes que realizaram punção aspirativa com agulha fina (PAAF) na investigação citológica, mediante Termo de Confidencialidade. A principal finalidade desta pesquisa, foi, além de adaptar a metodologia de preparação e análise microscópica de Thomas et al. ( 2009) e de Bolognesi et al., (2013) respectivamente, investigar a frequência dos biomarcadores da instabilidade cromossômica bem como das atipias nucleares em nódulos mamários benignos e malignos entre 41 pacientes de nossa casuística. Resultados: Por meio da observação microscópica com auxílio da objetiva de imersão, analisamos 1000 células por paciente que demonstraram: aumento da frequência com índice de significância (p<0,05) para micronucleação e núcleos de tamanho aumentados como indicativos de genotoxicidade e aumento da frequência com índice de significância (p<0,05) para células binucleadas e picnóticas, como indicativos de citotoxicidade, quando comparamos as principais ocorrências citogenéticas entre os nódulos benignos e malignos. Conclusão: Os resultados preliminares obtidos em nossa investigação indicam que a frequência de micronucleação e das atipias nucleares observadas poderão contribuir para aumento da sensibilidade dos parâmetros utilizados no diagnóstico laboratorial diferencial entre nódulos benignos e malignos.

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