Avaliação de eventos cardiovasculares em pacientes soropositivos do Conjunto Hospitalar de Sorocaba

Pericles Sidnei Salmazo, Caroline Zapelini, Felipe Ladeira Caracuel

Resumo


Introdução: A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) acomete 37 milhões de pessoas atualmente. Em estudos recentes, pesquisadores encontraram relação entre HIV e doenças cardiovasculares. A terapia antirretroviral, ao passo em que proporcionou aumento da expectativa de vida, também ocasionou efeitos adversos, aumentando probabilidade de doença cardiovascular de origem aterosclerótica. Objetivos: Associar Escore Global de Risco com variáveis clínicas e laboratoriais dos pacientes infectados pelo vírus HIV; Comparar os resultados dos exames dos pacientes nos três grupos de risco cardiovascular; Verificar se estar em um dos grupos de risco está relacionado com a presença de determinados hábitos, características, tipo de tratamento ou comorbidade. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal com análise de 78 prontuários dos pacientes soropositivos para HIV, em acompanhamento no CHS. Foram avaliados a presença de eventos cardiovasculares, carga viral, tempo de diagnóstico, perfil lipídico, glicemia, hemograma e Escore Global de Risco. Resultados: Os pacientes da amostra são em maioria homens, (59%), a mediana de idade é 45 anos, com baixo risco cardiovascular (42,3%), perfil não tabagista (70,5%), sem diabetes (87,2%) e sem hipertensão arterial sistêmica (76,9%). A carga viral detectável ocorreu apenas em (33,3%) dos 78 pacientes e para triglicerídeos, a mediana foi 165 mg/dl. Em relação as classificações do Escore Global de Risco, a idade dos pacientes, glicemia de jejum, triglicérides, pressão diastólica e quantidade de células CD8 são diferentes para os riscos baixo, intermediário e alto. Além disso, sexo, histórico de tabagismo e diagnósticos de diabetes e hipertensão têm índices divergentes em cada grupo de risco de doença cardiovascular. Conclusões: Pacientes infectados pelo HIV apresentam fatores que interferem no risco cardiovascular. Quanto mais velhos e maiores quantidades de LDL, triglicérides, pressão arterial sistólica e de células CD8 maior aumento da chance de ser classificado como risco alto de doença cardiovascular.

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