Acaso, existência e lei num universo em evolução

Autores/as

  • Lauro Frederico Barbosa da Silveira

Resumen

A formação do universo constituiu-se em objeto de pesquisa desde a Antigüidade. Enquanto procurou-se representá-la dentro de relações deterministas, não se deu conta do processo de constante diversificação que nele tem lugar e que, certamente, o constitui. Assumir, contudo, uma representação que admita uma constante diversificação supõe libertar o próprio pensamento das exigências de necessidade e estrita universalidade que um importante veio da tradição filosófica lhe conferia. Admitir uma genuína representação geral deste universo, mas que por outro lado, o represente em evolução, supõe a capacidade teórica de representar matemática e formalmente a dinâmica da diversidade e uma sustentação empírica que confere a esta representação um substrato fenomênico. Com o desenvolvimento das teorias da evolução das espécies e com a recomposição do domínio das representações formais - em especial, da geometria - Peirce conseguiu não somente colocar com clareza as exigências teóricas da representação de um universo em evolução, como formular o princípio fundante da evolução universal, e a matriz geradora desta evolução. Acaso, Existência e Lei são, então, respeitados em sua irredutibilidade, sem contudo deixarem de ser compreendidos num ordenado remetimento em que o geral exige o fato e este a potência positiva com base na qual tem lugar.

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Cómo citar

Silveira, L. F. B. da. (2013). Acaso, existência e lei num universo em evolução. Cognitio: Revista De Filosofia, (1), 127–137. Recuperado a partir de https://revistas.pucsp.br/cognitiofilosofia/article/view/13428

Número

Sección

Artigos Cognitio