A Enunciação Aforizante: o caso do gênero manifesto

Fernanda Mussalim

Resumo


Dominique Maingueneau, em alguns de seus trabalhos, defi ne dois regimes de enunciação distintos: o textualizante e o aforizante. O regime de enunciação aforizante “destextualiza” o texto, por se caracterizar como um processo que tenta minar a compacidade e a dinâmica de textualização. Com base nesse conceito - e levando-o às últimas consequências -, o intuito deste artigo é analisar um conjunto de manifestos modernistas brasileiros a fim de demonstrar a plausibilidade da hipótese de que esse gênero do discurso pode ser considerado um gênero aforizante, na medida em que se vale, recorrentemente e de maneira abundante, de aforizações.

Palavras-chave


regimes de enunciação; aforização; gênero do discurso; manifestos modernistas brasileiros

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DOI: https://doi.org/10.1590/delta.v29i0.19338

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Revista Delta-Documentação e Estudos em Linguística Teórica e Aplicada ISSN 1678-460X