UM ESTUDO EXPERIMENTAL SOBRE A PERCEPÇÃO DO CONTRASTE ENTRE AS VOGAIS MÉDIAS POSTERIORES DO PORTUGUÊS BRASILEIRO

Daniel Márcio Rodrigues Silva, Rui Rothe-Neves

Resumo


No português brasileiro são atestados pares mínimos estabelecendo o contraste entre vogais médias abertas e fechadas na sílaba tônica. Entretanto, há casos em que estas duas categorias variam neste mesmo contexto, sem conseqüências semânticas. Com o objetivo de verificar se este fenômeno se reflete nas representações armazenadas na memória de longo prazo e empregadas nos processos perceptivos, os resultados obtidos por doze falantes do português brasileiro em uma tarefa de classificação das vogais médias posteriores [o] e [ç] foram comparados aos obtidos em relação ao contraste entre [o] e [u]. Estimouse o grau em que estes mesmos resultados prevêem os resultados em tarefas de discriminação. Em comparação com o continuum [u-o], foram observadas uma média mais baixa dos coeficientes de inclinação e uma relação menos estreita entre os resultados das tarefas de classificação e discriminação no continuum [o-ç]. Os resultados sugerem que as representações das vogais [o] e [ç] são menos distintas entre si do que as representações das vogais [o] e [u].

Palavras-chave


vogais médias; percepção da fala; categorias fonéticas; contraste

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Revista Delta-Documentação e Estudos em Linguística Teórica e Aplicada ISSN 1678-460X