A decade later, the question persists

is mathematics education for deaf students an equation with no solution?

Authors

DOI:

https://doi.org/10.23925/2358-4122.74551

Keywords:

Educação Matemática Inclusiva, Estudantes Surdos, Libras, Formação Docente

Abstract

This article presents the results of a bibliographic research that mapped and analyzed the main discussions on mathematics teaching for deaf students in the context of inclusive education, from 2015 to 2024. The study aimed to answer whether, ten years after the publication of the seminal work "Mathematics teaching X deaf students: an equation without results?", new advances have been achieved in the field. Data collection was conducted in the Capes Catalog of Theses and Dissertations, resulting in the analysis of 180 academic works. The systematization and analysis of the textual corpus, composed of the abstracts of these works, were performed using the IRaMuTeQ software, which generated a word cloud and a similarity analysis. The results indicate that academic production concentrates on two main axes: 1) the role of Brazilian Sign Language (Libras) and the interpreter in the classroom, and 2) teacher training and teaching-learning processes. The analyses show advances in the discussion, but also  persistent challenges, such as the absence of a standardized mathematical vocabulary in Libras, the need for collaborative work between teacher and translator-interpreter, and the urgency of teacher training that encompasses the bilingual perspective and the visual-spatial aspects of deaf students' learning. It is concluded that the equation is not without results, but its results are partial and demand specific actions, such as the creation
and dissemination of mathematical signs and the  consolidation of truly inclusive public policies and
pedagogical practices. 

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Author Biographies

Walber Christiano Lima da Costa, Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

Bolsista CNPq (Pós-Doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/PUC-SP). Doutor e Mestre em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM/IEMCI/UFPA). Professor e Vice-Coordenador no Mestrado em Educação Inclusiva (PROFEI-UNIFESSPA); Professor no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática no Tocantins (PPGEMaT-UFT); Professor e Vice-Coordenador no Programa Nacional de Mestrado Profissional em Ensino de Física (MNPEF) - Polo 29 Unifesspa. Pesquisador nos seguintes grupos cadastrados no CNPq: Grupo de Estudos e Pesquisas em Surdez e Educação Matemática Inclusiva (UEM); Grupo de Estudos de Linguagem Matemática - (GELIM/UFPA); Grupo de Pesquisa em Educação de Surdos: Políticas de Inclusão, Educação Bilíngue, Práticas Pedagógicas, Contextos de Ensino e Formação de Professores (GPES/UNIFESSPA). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Especial, Educação Matemática e Formação de Professores, atuando principalmente nos seguintes temas: Linguagem Matemática, Educação Inclusiva, Educação Especial, Educação de Surdos, Ensino de Matemática, Ensino de Matemática para surdos, Tradução da Linguagem Matemática para alunos surdos, Língua Brasileira de Sinais- Libras, Tradução e Interpretação da Libras e processos psicológicos no ensino e na aprendizagem, Educação Matemática Inclusiva.

Ana Lúcia Manrique, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Doutorado em Educação (Psicologia da Educação) - (PUC-SP). Docente no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática (PUC-SP). Pesquisadora Produtividade em Pesquisa PQ CNPq, Livre Docente em Educação Matemática pela PUC-SP.  Coordenadora de projetos aprovados na Fapesp, Capes e CNPq.  Pesquisa sobre Formação de professores, Educação Matemática Inclusiva. E-mail: analuciamanrique@gmail.com.

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Published

2025-12-31

How to Cite

Costa, W. C. L. da, & Manrique, A. L. (2025). A decade later, the question persists: is mathematics education for deaf students an equation with no solution?. Ensino Da Matemática Em Debate, 12(4), 432–449. https://doi.org/10.23925/2358-4122.74551

Issue

Section

Artigos