O anseio da lí­ngua-mãe nas entrelinhas da tradução automática

Leila Cristina De Mello Darin

Resumo


No presente artigo, examinaremos a possí­vel interligação entre o mito da Lí­nguamãe
- tomando-se como referência o mito bí­blico da Torre de Babel - e os programas
de tradução automática. Ao longo de sua história, a humanidade (inconscientemente)
almeja alcançar uma lí­ngua universal, pré-babélica, registrando este anseio por meio de
poemas, canções, mitos, relatos folclóricos, bem como de projetos de lí­nguas universais
como o Esperanto. Acreditamos que subjacente às propostas de softwares de tradução
automática, como Systran e Globalink Power Translator Pro, que prometem “remover”
as barreiras lingüí­sticas impostas pela multiplicidade de idiomas através de um único
comando, há o desejo de uma tal lí­ngua primeira e ancestral, cuja mera possibilidade de
existência nega a necessidade da tradução.
Palavras-chave lí­ngua universal, mito, tradução automática.
Abstract In this paper we intend to examine the possible interwining of the myth of the
Proto-language - particularly as expressed in the biblical myth of the Tower of Babel -
with projects of computarized translation. Throughout history, humankind has (unconsciously)
wished to achieve a universal, pre-Babelian language and has recorded this
dream by means of poems, songs, mythical tales, folklore, as well as projects of universal
languages like Esperanto. It is our contention that underlying the proposal of
translation software packages like Systran or Globalink Power Translator Pro, which
promise to “remove” the linguistic barriers imposed by the multiplicity of languages by
means of a single command, there is a longing for such a primeval, ancestral language,
the very possibility of existence of which negates the need for translation.
Key words universal language, myth, computarized translation.

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