Análise comparativa entre índice S&P B3 BRASIL ESG versus IBOVESPA com aplicação à curvatura da Teoria do Prospecto

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/cafi.73746

Palavras-chave:

S&P B3 Brasil ESG, índices , Teoria do Prospecto, Ibovespa, risco

Resumo

Esta pesquisa realizou uma comparação entre os índices S&P/B3 Brasil ESG e o Ibovespa, fundamentando a análise nas premissas da curvatura da Teoria do Prospecto. O intuito foi verificar a diferença na assimetria do risco percebido e se o portfólio ESG mitiga a aversão à perda descrita na teoria, constituindo uma alternativa mais eficiente sob a ótica comportamental. A análise estrutural revelou que o Ibovespa prioriza essencialmente o retorno financeiro, com critérios de seleção menos rigorosos em comparação ao índice S&P/B3 Brasil ESG, que adota filtros mais criteriosos, considerando aspectos ambientais, sociais e de governança. Em seguida, foi analisado o desempenho histórico dos índices, considerando a evolução dos preços na série histórica contínua de agosto de 2020 até 2024, bem como a volatilidade anualizada em janelas contínuas de dois e quatro anos. Os resultados da análise tradicional indicaram que o Ibovespa apresentou maior retorno e menor volatilidade absoluta, enquanto o índice S&P/B3 Brasil ESG revelou-se mais volátil. Por fim, avaliou-se a relação retorno-risco por meio do Índice de Sharpe, nos mesmos períodos anualizados. Na perspectiva da Teoria do Prospecto, que modela a aversão à perda, os resultados indicaram que o S&P/B3 Brasil ESG apresentou um desempenho ajustado ao risco superior ao Ibovespa. Essa superioridade foi representada pela função de valor, sugerindo que o índice ESG tende a ser percebido como a opção menos 'dolorosa' em cenários de perda.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maria Eduarda de Oliveira Godeiro, Universidade Federal Rural do Semiárido-UFERSA

Graduada em Ciências Contábeis pela Universidade Federal Rural do Semiárido-UFERSA

 

 

Gianinni Martins Pereira Cirne, Universidade Federal Rural do Semiárido-UFERSA

Doutora em Contabilidade e Finanças pela Universidade Federal Rural do Semiárido-UFERSA

Lúcia Silva Albuquerque de Melo, Universidade Federal de Campina Grande: Campina Grande

Doutora em Engenharia e Gestão de Recursos Naturais pela Universidade Federal de Campina Grande

Antônia Wigna de Almeida Ribeiro , Universidade Federal de Campina Grande-UFCG

Doutora em Engenharia e Gestão de Recursos Naturais pela Universidade Federal de Campina Grande-UFCG

Referências

Afonso, D. S., & Silva, W. C. (2023). Correlacionando as práticas ESG com os direitos humanos trabalhistas. Revista Eletrônica da Faculdade de Direito de Franca, 18(2). https://doi.org/10.21207/1983.4225.1591

Araújo, F., Melo, F., & Santana, F. (2023). A gestão de riscos no processo de governança e gestão ESG [Relatório técnico]. HECT. Recuperado em 16 julho, 2025, de https://www.hect.com.br/wp-content/uploads/2023/07/A-Gestao-de-Riscos-no-processo-de-Governanca-e-Gestao-ESG.pdf

B3 – Brasil, Bolsa, Balcão. (s.d.). Índice Brasil ESG. Recuperado em 15 fevereiro, 2025, de https://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/indices/indices-esg/indice-brasil-esg.htm

Borges da Silva, E., Oliveira, V. E. M., Lira, M. E., Bezerra, F. A., & Bressan, V. G. F. (2022). Uma análise de otimização ESG à luz das premissas de finanças comportamentais [Relatório de pesquisa]. University Library of Munich, Germany. https://repositorio.fgv.br/server/api/core/bitstreams/ab720fe2-bc17-4b0a-98e3-0be0ce507404/content

Brogi, M., & Lagasio, V. (2019). Environmental, social, and governance and company profitability: Are financial intermediaries different? Corporate Social Responsibility and Environmental Management, 26(3), 576–587. https://doi.org/10.1002/csr.1702

Buarque, V. E. (2022). Performance da volatilidade de portfólio ESG frente ao benchmark de mercado: Uma análise empírica [Trabalho de conclusão de curso, Universidade Federal do Rio Grande do Sul]. Repositório da UFRGS.

Castro, A. C. S. (2023). A influência de fatores externos na tomada de decisões financeiras: Uma aplicação da teoria do prospecto [Trabalho de conclusão de curso, Universidade Federal do Ceará].

Cirne, G. M. P. (2023). Efeitos da performance ESG no custo de capital próprio e assimetria informacional no mercado de capitais brasileiro [Tese de doutorado, UNISINOS]. Repositório Jesuíta. https://repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/13350

Donato, I. L. M. G. (2022). A regulação ASG no mercado de capitais brasileiro [Trabalho de conclusão de curso, Universidade Federal do Rio de Janeiro]. https://pantheon.ufrj.br/handle/11422/20600

Fernandes, J. L. B., & Linhares, H. C. (2017). Análise do desempenho financeiro de investimentos ESG nos países emergentes e desenvolvidos (Financial performance of ESG investments in developed and emerging markets). SSRN Electronic Journal. https://ssrn.com/abstract=3091209

Fortin, I., Hlouskova, J., & Sögner, L. (2025). Sustainable investment under prospect theory: 2-assets case [Manuscrito submetido]. SSRN. https://ssrn.com/abstract=5253915 ou http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.5253915

Garcia, A. S., Mendes-Da-Silva, W., & Orsato, R. (2017). Sensitive industries produce better ESG performance: Evidence from emerging markets. Journal of Cleaner Production, 150, 135–147.

Giglio, S., Kelly, B., & Stroebel, J. (2021). Climate finance. Annual Review of Financial Economics, 13, 15–36.

Guimarães, T. M., & Malaquias, R. F. (2023). Desempenho de fundos de ações considerando investimentos ESG, restrições financeiras e a pandemia COVID-19. Brazilian Business Review, 20, 18–37. https://doi.org/10.15728/bbr.2023.20.1.2.pt

Kahneman, D., & Tversky, A. (1979). Prospect theory: An analysis of decisions under risk. Econometrica, 47(2), 263–291.

Kahneman, D., Lovallo, D., & Sibony, O. (2011). Before you make that big decision. Harvard Business Review, 89(6), 50–60.

Kimura, H., Basso, L. F. C., & Krauter, E. (2006). Paradoxos em finanças: Teoria moderna versus finanças comportamentais. Revista de Administração de Empresas, 46(1), 41–58. https://doi.org/10.1590/S0034-75902006000100005

Li, T.-T., Wang, K., Sueyoshi, T., & Wang, D. D. (2021). ESG: Research progress and future prospects. Sustainability, 13(21), 11663. https://doi.org/10.3390/su132111663

Monteiro, A. S., Dalmoro, M., Costa, L. P., & Mores, E. A. (2024). Efeitos da divulgação Ambiental, Social e de Governança (ESG) e do conselho de administração na assimetria de informação de empresas da América Latina [Tese de doutorado, Universidade Federal de Santa Maria]. Repositório da UFSM. http://repositorio.ufsm.br/handle/1/32760

Oliveira, V. E. M. de. (2021). ASG: Uma análise de otimização do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, ISE, à luz das premissas de finanças comportamentais [Dissertação de mestrado profissional, Fundação Getulio Vargas].

Polifemi, R. D. P. (2023). A influência da agenda ESG na regulamentação do mercado financeiro [Trabalho de conclusão de curso, Universidade Presbiteriana Mackenzie].

Sá, S. P. de. (2023). Práticas de relato ESG: Uma análise dos relatórios de sustentabilidade de empresas brasileiras listadas no BOVA11 em dezembro de 2021 [Trabalho de conclusão de curso, Universidade Federal do Pampa].

Serpa, D. A., & Avila, M. G. (2004). Percepção sobre preço e valor: Um teste experimental. RAE-eletrônica, 3(2).

Sharpe, W. F. (1994). The Sharpe ratio. Journal of Portfolio Management, 21(1), 49–58. https://doi.org/10.3905/jpm.1994.409501

Silva, H. C. F. da. (2024). A adoção de métricas ESG por empresas brasileiras: Uma análise sob a ótica da economia ecológica [Trabalho de conclusão de curso, Universidade Federal de Uberlândia]. https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/43788

S&P Dow Jones Indices. (s.d.). S&P/B3 Brazil ESG Index. S&P Global. Recuperado em 15 fevereiro, 2025, de https://www.spglobal.com/spdji/en/indices/esg/sp-b3-brazil-esg-index/

Tashiro, G. M. H., & Capelato, E. (2017). Efeito competência financeira em decisões de investimento: Um estudo de caso à luz da Teoria do Prospecto. Revista Iniciativa Econômica, 3(2).

Trucolo, C. F., Lima, J. F. S., & Silva, D. B. da. (2022). Teoria do prospecto e a tendência à aversão ao risco [Trabalho de conclusão de curso, Universidade Federal do Amazonas].

Downloads

Publicado

2026-04-01

Como Citar

Godeiro, M. E. de O., Cirne, G. M. P., Melo, L. S. A. de, & Ribeiro , A. W. de A. (2026). Análise comparativa entre índice S&P B3 BRASIL ESG versus IBOVESPA com aplicação à curvatura da Teoria do Prospecto. CAFI , 9(1), 54–76. https://doi.org/10.23925/cafi.73746