O reajuste anual do piso do magistério e os limites do federalismo cooperativo na sustentabilidade dos entes subnacionais
DOI:
https://doi.org/10.23925/ddem.n17.73550Palavras-chave:
Piso do Magistério, Federalismo Cooperativo, Fundeb, Judicialização, Valorização DocenteResumo
O presente artigo analisa o reajuste anual do piso salarial do magistério à luz dos limites do federalismo cooperativo, considerando a nova estrutura de financiamento educacional instituída pela Emenda Constitucional nº 108/2020 e regulamentada pela Lei nº 14.113/2020. A valorização docente, consagrada como direito fundamental pela Constituição Federal, enfrenta tensões no contexto federativo, notadamente em relação à capacidade financeira dos entes subnacionais. A pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa com análise bibliográfica, normativa e jurisprudencial para examinar os efeitos da política de piso salarial na autonomia municipal, a judicialização envolvida e o impacto da Instrução Normativa STN nº 8/2025 na execução orçamentária. Evidencia-se, portanto, os conflitos federativos decorrentes da implementação do reajuste anual, ressaltando-se a necessidade de um equilíbrio entre a política nacional de valorização do magistério e a sustentabilidade financeira dos entes federados. Conclui-se que a atual estrutura normativa impõe desafios significativos à cooperação federativa e à gestão orçamentária local, exigindo a revisão dos mecanismos de articulação entre os níveis de governo.
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