Notalgia parestésica: relato de caso

Autores

  • José Otávio Alquezar Gozzano
  • Maria Beatriz Coelho Gozzano Pos graduada, dermatologia, FCMS/PUC-SP
  • Maria Carolina Coelho Gozzano Acadêmica, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Maria Luiza Coelho Gozzano Acadêmica, Medicina, FCMS/PUC-SP

Palavras-chave:

notalgia parestésica, prurido, nervos periféricos

Resumo

Introdução: Notalgia parestésica (NP) é uma condição neurocutânea, caracterizada por crises pruriginosas, hiperpigmentação e neuropatia sensorial. Apesar de pouco descrita em literatura, a doença é mais frequente do que se imagina, sendo subdiagnosticada em muitos casos. NP pode afetar qualquer idade e sexo, mas acomete principalmente pessoas de média idade e mulheres. Sua etiologia inclui alterações degenerativas vertebrais, trauma vertebral e predisposição genética. NP envolve o trajeto anatômico dos nervos espinhais e está relacionada com o comprometimento de neuropeptídios, dando origem a marcapassos neurais ectópicos, responsáveis pela clínica da NP. O diagnóstico é clínico, a partir da identificação de máculas hiperpigmentadas unilaterais em zona escapular, sem eritema ou descamação, com piora ao estresse. Deve-se diferenciar de líquen simples, amiloidose macular e hanseníase. Na anatomopatologia observa-se acantose focal e queratinócitos necróticos; a derme papilar mostra depósito de substância amiloide. Com sintomas leves o tratamento medicamentoso nem sempre é necessário, se mais severa utiliza-se capsaicina tópica, gabapentina, oxicarba-mazepina, corticoides e toxina botulínica. Objetivo: Relatar caso de NP. Material e métodos: Paciente atendida ambulatorialmente com revisão de literatura. Relato de Caso: Feminina, 50 anos, com queixa de mancha em dorso há 2 anos; refere dor na coluna torácica. Ao exame: presença de mácula hipercrômica. Hipótese diagnóstica: NP. Foi prescrito corticoide tópico para alívio de sintomas. Conclusão: Por tratar-se de uma doença subdiagnosticada, o conhecimento médico da clínica de NP é fundamental para o diagnóstico precoce, permitindo a escolha do tratamento específico, o que melhora a evolução dos pacientes e evita o uso de fármacos ineficazes.

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Publicado

2016-10-07

Como Citar

Gozzano, J. O. A., Gozzano, M. B. C., Gozzano, M. C. C., & Gozzano, M. L. C. (2016). Notalgia parestésica: relato de caso. Revista Da Faculdade De Ciências Médicas De Sorocaba, 18(Supl.), 20. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/RFCMS/article/view/29699