Cetoacidose diabética

Autores

  • Alcinda Aranha Nigri Docente, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Luis Fernando Aguiar de Paula Filho Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Ana Cristina Pithon Cur Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Emanuelle Barbara Dias Tomaz Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Ieside Arruda Chamon Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Jacqueline Akemi Nishio Juhasz Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Luis Mauricio Batalin Junior Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP

Palavras-chave:

diabetes mellitus tipo 1, cetoacidose, infecção do trato urinário, sepse

Resumo

Introdução: A cetoacidose diabética (CAD) caracteriza­se, clinicamente, por desidratação, respiração acidótica e alteração do sensório e laboratorialmente por hiperglicemia (glicemia > 250 mg/dl), acidose metabólica (pH arterial < 7,3 ou bicarbonato plasmático (HCO3 ­ < 15 mEq/dL), cetose, cetonúria. Complicações da CAD mais comuns são os distúrbios hidroeletrolíticos e edema cerebral nos casos pediátricos. Objetivo: Relatar caso pediátrico de CAD grave do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). Metodologia: As informações foram obtidas do prontuário da paciente, relato da equipe médica do CHS e revisão da literatura. Relato de Caso: L.A.A., 12 anos, feminino, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 desde 2014, em uso de insulina regularmente, apresentou rebaixamento do nível de consciência e aumento da dor abdominal que apresentava há uma semana, foi levada ao hospital de Mairinque, apresentou hiperglicemia (dextro: 453mg/dL), acidose metabólica (pH: 7,01) e hipopotassemia (3,4mEq/L). Realizou­se a expansão com soro fisiológico, 4U de insulina regular, posteriormente soro com insulina 0,1U/g/h e reposicão de HCO3. Foi entubada por declínio de consciência e apresentou broncoaspiração. Transferida para o CHS apresentando leucocitose de 20.100/mm3; diagnosticada com infecção do trato urinário (ITU) por Candida sp, foi internada na UTI Pediátrica onde permaneceu por 14 dias com dificuldade de controle hidroeletrolítico e glicêmico, evoluindo para desidratação grave, insuficiência renal aguda e choque séptico. Conclusões: Possivelmente ITU promoveu aumento de citocinas pró­inflamatórias. Estas causam resistência à insulina que diminui a utilização de glicose, aumenta a lipólise, os ácidos graxos no plasma e a oxidação desses e a produção de corpos cetônicos no fígado. O caso apresentou diversas complicações ocasionadas pela dificuldade de controle hidroeletrolítico e glicêmico, resultando em choque, período longo de internação e grande risco à vida.

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Publicado

2016-10-07

Como Citar

Nigri, A. A., Paula Filho, L. F. A. de, Cur, A. C. P., Tomaz, E. B. D., Chamon, I. A., Juhasz, J. A. N., & Batalin Junior, L. M. (2016). Cetoacidose diabética. Revista Da Faculdade De Ciências Médicas De Sorocaba, 18(Supl.), 43. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/RFCMS/article/view/29765