Tumor mediastinal desdiferenciado: relato de caso

Autores

  • Orlando Fermozelli Rodrigues Junior Docente, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • André Filipi Santos Sampaio Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Aleksi Gomes Antila Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Camila Tonelli Brandão Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Giovane Chati Gomes Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Marcela Cristina Enes Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Mariel Vendramel Neves Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Nelson Brancaccio dos Santos Docente, Medicina, FCMS/PUC-SP

Palavras-chave:

lipossarcoma, lipossarcoma desdiferenciado, neoplasias do mediastino

Resumo

Introdução: O lipossarcoma é um tumor maligno característico de partes moles, originado no tecido mesenquimal e derivado dos adipócitos, sendo no mediastino em apenas 0,2% dos casos. A localização do tumor determina os sintomas por compressão de estruturas vizinhas. A abordagem cirúrgica é mais eficaz para o tratamento e a radioterapia e a quimioterapia possuem resultado limitado. Prognóstico relacionado com classificação histológica; Objetivo: Relatar caso de uma paciente com lipossarcoma mediastinal (LM) que recidivou; Métodos: Informações obtidas por entrevista com o paciente, registro fotográfico de exames, revisão do prontuário e da literatura; Relato: Mulher de 36 anos queixa-se de dispneia aos esforços e tosse seca esporádica. Bom estado geral; ausculta com murmúrio vesicular bilateralmente presente diminuído em 1/3 médio e base pulmonar direita. Não há informações sobre radiografias, mas em TC de tórax, há efeito expansivo de massa com conteúdo adiposo e de partes moles em mediastino posterior de ambos os hemitóraces, com compressão do parênquima pulmonar, notadamente à direita com desvio de estruturas. Mede cerca de 9,4 x 8,0 cm, circundado por grande quantidade de tecido adiposo. Realizou-se toracotomia sequencial direita e esquerda com ressecção total do tumor mediastinal. A análise anatomopatológica seguida de imunohistoquímica confirmou o diagnóstico de LM desdiferenciado grau III. Paciente fez terapia adjuvante com isofosfamida, porém após um ano os sintomas reapareceram e foi diagnosticada uma recidiva local que está sendo tratada com gencitabina por impossibilidade da ressecção cirúrgica, no momento. Conclusão: Apesar da neoplasia rara, localização incomum e sintomas inespecíficos, com adequada investigação clínica, o LM foi incluído como hipótese diagnóstica e confirmado. Deve-se manter acompanhamento pela alta taxa de recidiva.

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Publicado

2016-10-07

Como Citar

Rodrigues Junior, O. F., Sampaio, A. F. S., Antila, A. G., Brandão, C. T., Gomes, G. C., Enes, M. C., Neves, M. V., & Santos, N. B. dos. (2016). Tumor mediastinal desdiferenciado: relato de caso. Revista Da Faculdade De Ciências Médicas De Sorocaba, 18(Supl.), 64. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/RFCMS/article/view/29820