Fetos portadores de gastrosquise, nascidos no Conjunto Hospitalar de Sorocaba, são beneficiados com o parto mais precoce?

Willy Marcus França, Anna Paula Auada Kopaz, Mateus Guimarães Massimo

Resumo


Objetivo: Investigar as vantagens no adiantamento do parto e da utilização do corticosteroide pré-natal por meio da análise retrospectiva de prontuários no período de janeiro de 2010 a dezembro de 2014. Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo baseado em prontuários de 16 gestantes e seus respectivos neonatos, tendo sido analisados os seguintes parâmetros: 1. Idade gestacional ao nascimento; 2. Peso do neonato; 3. Uso materno de corticosteroide pré-natal; 4. Tipo de cirurgia empregada (correção primária ou uso do silo) para correção da G; 5. Tempo de jejum e início da alimentação por via oral. Resultados: 68,75% das gestantes tinham entre 15 e 20 anos. O uso materno de corticosteroide pré-natal não foi constatado em nenhuma gestante. A maioria dos casos apresentou peso abaixo do normal. Onze deles passaram por correção primária da Gastrosquise e dois por colocação de silo no período de 5 a 7 dias. A antecipação do parto ocorreu em sua maioria (56,25%) no intervalo de 20 a 40 dias. Em relação ao tempo de jejum e início da alimentação com leite materno via oral, foi identificado em três casos (18,75%) que o início do aleitamento via oral ocorreu de forma gradual e em menos de 20 dias de pós-operatório. Em outros três neonatos (18,75%), a alimentação começou entre 20 e 30 dias de pós-operatório; e apenas um caso (6,25%) a alimentação foi iniciada num período maior de 30 dias. Conclusão: Este adiantamento deve respeitar preferencialmente o período entre a 36a e 37a semana, a fim de que os aspectos positivos na recuperação como reabilitação nutricional e menor período de hospitalização suplantem os malefícios da prematuridade excessiva. O uso materno de corticosteroide no período pré- natal não foi constatado.

Palavras-chave


gastrosquise; antecipação do parto; uso materno de corticosteroide

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