Serviço de atendimento móvel de urgência: epidemiologia do trauma no atendimento pré-hospitalar

Mateus Kist Ibiapino, Vanessa Brito Miguel Couto, Bernardo Pires Sampaio, Roberto Almeida Rego de Souza, Felipe Andreas Padoin, Irany Santana Salomão

Resumo


Objetivo: caracterizar as vítimas de trauma atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) no município de Ilhéus, na Bahia. Método: trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo, no qual foram analisados 1.588 registros de eventos traumáticos a partir das seguintes variáveis: sexo, idade, dia da semana, período do dia, mecanismo de trauma, topografia e tipo das lesões, escore de trauma revisado, tipo de unidade móvel empregada, profissional responsável pelo atendimento, tempo até atendimento hospitalar, procedimentos realizados e óbitos. Resultados: houve predomínio de vítimas do gênero masculino (69,5%) e de idades entre 18 e 37 anos (46,5%). As ocorrências concentraram-se nos finais de semanas (37,8%) e no período noturno (52,0%). Evidenciou-se preponderância dos acidentes de trânsito (41,3%) como principal mecanismo do trauma, dentre os quais prevaleceram o envolvimento de motocicletas (73,0%). Em relação à distribuição topográfica da lesão, a maioria acometeu os membros (58,2%). As condutas mais adotadas no atendimento pré-hospitalar foram a imobilização (26,3%) e o curativo compressivo (25,9%). Os óbitos perfizeram 2,7% da amostra total. Conclusão: a população mais acometida por eventos traumáticos em Ilhéus demonstrou ser composta por jovens do sexo masculino envolvidos em acidentes de trânsito, principalmente motociclísticos, durante os fins de semana.

Palavras-chave


epidemiologia; serviços médicos de emergência; ferimentos e lesões

Texto completo:

PDF

Referências


Rezende Neta DS, Alves AKS, Leão GM, Araújo AA. Perfil das ocorrências de politrauma em condutores motociclísticos atendidos pelo SAMU de Teresina-PI. Rev Bras Enferm. 2012;65(6):936-41.

Whitaker IY, Gutierrez MGR, Koizumi MS. Gravidade do trauma avaliada na fase pré-hospitalar. Rev Assoc Med Bras. 1998;44(2):111-9.

Brasil. Ministério da Saúde. Mortalidade [Internet]. DATASUS. [acesso em 22 jul. 2015]. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sim/cnv/ obt10uf.def

Brasil. Ministério da Saúde. Morbidade hospitalar do SUS por causas externas – por local de internação – Brasil [Internet]. DATASUS. [acesso em 24 jul. 2015]. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/ deftohtm.exe?sih/cnv/fibr.def

Malvestio MAA, Sousa RMC. Análise do valor predeterminante dos procedimentos da fase pré-hospitalar na sobrevivência das vítimas de trauma. Rev Latino-Am Enferm. 2008;16(3):432-8.

Chavaglia SRR, Amaral EMSA, Barbosa MH, Daniela BB, Ferreira PM. Vítimas de trauma por causas externas na cidade de Uberaba-MG. Mundo Saúde. 2008:32(1):100-6.

American College of Surgeons. Committee on Trauma. Advanced trauma life support for doctors: student course manual (ATLS). Chicago: American College of Surgeons; 2008.

Mock C, Lormand JD, Goosen J, Joshipura M, Peden M. Guidelines for essential trauma care. Genebra: World Health Organization; 2004.

Luz TCB, Malta DC, Sá NNB, Silva MMA, Lima-Costa MF. Violências e acidentes entre adultos mais velhos em comparação aos mais jovens: evidências do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), Brasil. Cad Saúde Pública. 2011;27(11):2135-42.

Gawryszewski VP, Koizumi MS, Mello-Jorge MHP. As causas externas no Brasil no ano 2000: comparando a mortalidade e a morbidade. Cad Saúde Pública. 2004;20(4):995-1003.

Vieira RCA, Hora EC, Oliveira DV, Vaez AC. Levantamento epidemiológico dos acidentes motociclísticos atendidos em um Centro de Referência ao Trauma de Sergipe. Rev Esc Enferm USP. 2011;45(6):1359-63.

Oliveira NLB, Sousa RMC. Retorno à atividade produtiva de motociclistas vítimas de acidentes de trânsito. Acta Paul Enferm. 2006;19(3):284-9.

Sousa RMC, Koisumi MS. Vítimas de trauma crânioencefálico e seu retorno a produtividade após 6 meses e 1 ano. Rev Esc Enf USP. 1999;33(3):313-22.

Debieux P, Chertman C, Mansur NSB, Dobashi E, Fernandes HJA. Lesões do aparelho locomotor nos acidentes com motocicleta. Acta Ortop Bras. 2010;18(6):353-6.

Sousa RMC, Koizumi MS. Recuperação das vítimas de traumatismo crânio-encefálico no período de 1 ano após o trauma. Rev Esc Enferm USP. 1996;30(3):484-500.

Copes WS, Champion HR, Sacco WJ, Lawnick MM, Keast SL, Bain LW. The injury severity score revisited. J Trauma Acute Care Surg. 1988;28(1):69-77.

Sosin DM, Sacks JJ, Smith SM. Head injury-associated deaths in the United States from 1979 to 1986. JAMA. 1989;262(16):2251-5.

Calil AM, Sallum EA, Domingues CA, Nogueira LS. Mapeamento das lesões em vítimas de acidentes de trânsito: revisão sistemática da literatura. Rev Latino- Am Enfermagem. 2009;17(1):121-7.

Committee on Trauma of the American College of Surgeons. Hospital and prehospital resources for optimal care of the injured patient. Bull Am Coll Surg. 1986;71(10):4-23.

Johnson JC. Prehospital care: the future of emergency medical services. Ann Emerg Med. 1991;20(4):426-30.




DOI: http://dx.doi.org/10.23925/1984-4840.2017v19i2a5

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba. ISSN eletrônico 1984-4840

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Apoio: ..............................................................................................................................................

  



 

Rev. Fac. Ciênc. Méd. Sorocaba, Sorocaba, SP, Brasil, e-ISSN 1984-4840

A Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.