Capacitação de Agentes Comunitários de Saúde em manobra de desengasgo: multiplicando ações em saúde em Unidade de Saúde da Família

William Bin Tien Ie, Carmen Lucia Cipullo Gardenal

Resumo


Introdução: A aspiração de corpo estranho (ACE) é uma emergência médica; se a vítima não for rapidamente socorrida, ela poderá ter as suas vias aéreas facilmente obstruídas, sendo levada à morte. Objetivo: Capacitar os Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) da Unidade de Saúde da Família (USF) para o exercício de manobra de desengasgo em primeiros socorros. Materiais e Métodos: Trata-se de estudo descritivo com análise quantitativa. Foram utilizados como instrumentos de coleta de dados: questionário sociodemográfico e questionário específico. Resultados: Os dados foram tabulados pelo programa Microsoft Excel 2010 e, em seguida, analisados em conformidade com os resultados estatísticos por tabelas. Participaram 13 ACSs, houve predominância do sexo feminino (100%), 62% dos ACSs afirmaram já terem participado de treinamento sobre acidentes por ACE; por outro lado, ao presenciarem uma criança ou um adulto engasgando, 70% responderam que não saberiam o que fazer. Conclusões: O estudo revelou a predominância do sexo feminino entre os ACSs, notamos que, apesar de os ACSs já terem participado de treinamento sobre acidentes por ACE, uma parcela significativa não saberia o que fazer diante de uma situação de engasgo; sendo assim, a pesquisa evidenciou um fator preocupante, pois identificamos a necessidade de ministrar capacitação em primeiros socorros nas emergências por ACE para os ACSs. Por fim, após efetivar a capacitação, percebemos que os ACSs sentiram-se mais seguros e capacitados para executar as manobras de desengasgo e orientar a comunidade sobre as técnicas, intensificando, assim, o elo entre a USF e os usuários.


Palavras-chave


obstrução das vias respiratórias; agentes comunitários de saúde; educação em saúde

Texto completo:

PDF

Referências


Viana ALD, Dal Poz MR. A reforma do sistema de saúde no Brasil e o Programa de Saúde da Família. Physis. 1998;8(2):11-48. http://doi.org/10.1590/S0103-73311998000200002

Barros DF, Barbieri AR, Ivo ML, Silva MG. O contexto da formação dos agentes comunitários de saúde no Brasil. Texto Contexto Enferm. 2010;19(1):78-84. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072010000100009

Nascimento CMB. Precarização do trabalho do agente comunitário de saúde: um estudo em municípios da região metropolitana do recife [trabalho de conclusão de curso]. Recife: Ministério da Saúde; Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães; Departamento de Saúde Coletiva; 2005.

Campos GWS. Tratado de saúde coletiva. São Paulo: Hucitec; 2006.

Santana JCB, Vasconcelos AL, Martins CV, Barros JV, Soares JM, Dutra BS. Agente comunitário de saúde: percepções na estratégia saúde da família. Cogitare Enferm. 2009;14(4):645-52. http://doi.org/10.5380%2Fce.v14i4.16377

Toro IF, Mussi RK, Seabra JC, Frazatto Jr. JC. Review of experience with 273 cases of aspiration foreign bodies in children from State University of Campinas, Brazil. Eur Resp J. 2000;16(Supl. 31):489s.

Cassol V, Pereira AM, Zorzela LM, Becker MM, Barreto SS. Corpo estranho na via aérea de crianças. J Pneumol. 2003;29(3):139-44. http://doi.org/10.1590/S0102-35862003000300005

Kliegman RM, Behrman RE, Jenson HB, Stanton BF. Tratado de pediatria. 18ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2009. p.1775-6.

Sousa ST, Ribeiro VS, Menezes Filho JM, Santos AM, Barbieri MA, Figueiredo Neto JA. Foreign body aspirationin children and adolescents: experience of a Brazilian referral center. J Bras Pneumol. 2009;35(7):653-9. http://dx.doi.org/10.1590/S1806-37132009000700006

Sousa LB, Torres CA, Pinheiro PNC, Pinheiro AKB. Práticas de educação em saúde no Brasil: a atuação da Enfermagem. Rev Enferm UERJ. 2010;18(1):55-60.

Sousa LBS, Otaviano MDA, Felix TA, Vasconcelos AKB, Feijão DMJ, Oliveira EN. Capacitação de agentes comunitários de saúde em pequenas urgências: compartilhando experiências. SANARE. 2014;13(2):57-62.

Machado MH. Trabalhadores da saúde e sua trajetória na reforma sanitária. In: Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Cadernos RH Saúde. v. 3. n.1. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. p. 13-28.

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.048, de 5 de novembro de 2002 [Internet]. [acessado em 20 jan. 2017]. Disponível em: http://www.sgas.saude.ms.gov.br/wp-content/uploads/sites/105/2016/08/Portaria-2048-2002-Regulamento-T%C3%A9cnico-dos-Sistemas-Estaduais-de-Urg%C3%AAncia.pdf

Hockenberry MJ, Wong WD. Promoção da saúde do lactente e da família. In: Hockenberry MJ, Wilson D, eds. Wong fundamentos de enfermagem pediátrica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2011. cap.10.

Carneiro SMBM. A educação permanente em urgências e emergências para profissionais da Estratégia Saúde da Família [monografia]. Fortaleza: Universidade Estadual do Ceará; 2009.

Ferreira J, Souza TV. Desobstrução de vias aéreas superiores em crianças menores de um ano. Rev Enf Prof. 2014;1(1):267-75.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Cartilha para tratamento de emergência das queimaduras. Brasília: Ministério da Saúde; 2012.

Rocha MPS. Suporte básico de vida e socorros de emergência. Brasília; 2014.

Silva RCL, Figueiredo NMA. Enfermagem: cuidando em emergência. São Caetano do Sul: Yendis; 2006.




DOI: https://doi.org/10.23925/1984-4840.2019v21i1a7

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2019 Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba. ISSN eletrônico 1984-4840

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Apoio: ..............................................................................................................................................

    

Fundação São Paulo - Hospital universitário

 



 

Rev. Fac. Ciênc. Méd. Sorocaba, Sorocaba, SP, Brasil, e-ISSN 1984-4840

A Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.