Estudo experimental comparativo entre curativo a base de sulfadiazina de prata e o biopolímero de poliuretano e quitosana em queimaduras de espessura parcial superficial

Décio Luis Portella de Campos, Mariana Fidelis Solla, Larissa Tami Sugiyama, Nelson Branccacio dos Santos, Hamilton Alleardo Gonella, José Mauro da Silva Rodrigues

Resumo


Introdução: Todos os anos, milhares de pessoas são vítimas de queimaduras, sendo a etiologia mais comum o escaldo. Na tentativa de otimizar o processo de epitelização, são utilizados curativos. Atualmente, a utilização de biomateriais está sendo cada vez mais estudada. Entre estes podemos os biopolímeros de polissacarídeos como a quitina, que é a precursora da quitosana. A utilização da quitosana como biomaterial é baseada em inúmeras propriedades, como sua biocompatibilidade, bioadesividade, atuação nas junções epiteliais. Objetivos: Nesse trabalho buscou-se analisar e comparar através da, avaliação histopatológica das feridas de espessura parcial superficial submetida a diferentes tratamentos. Metodologia: O Estudo in vivo foi realizado por meio de 72 animais (ratos Wistar) submetidos a uma queimadura de segundo grau, divididos em 06 grupos: controle 1 (soro fisiológico a 0,9%), tratamento 1 (sulfadiazina de prata), tratamento 2 (biopolímero 25% quitosana e 75% poliuretano), tratamento 3 (biopolímero 50% quitosana e 50% poliuretano), tratamento 4 (biopolímero 75% quitosana e 25% poliuretano) e tratamento 5 (membrana de poliuretano 100%). Foi realizada a análise histopatológica comparando as feridas nos critérios epitelização, área cicatrizada, infiltrado inflamatório, neovasos, fibroblastos, fibras elásticas e colágenas. Resultados: Os dados foram submetidos à análise estatística de co-variâncias que demonstrou que com exceção do critério infiltrado inflamatório os demais apresentaram o efeito tratamento estatisticamente relevante (p<0,05), sendo então os grupos comparados dois a dois pelo teste Tukey-Kramer. Nesta nova análise os grupos que se destacaram por diferenciar a 5% do controle foram quitosana a 25% e quitosana a 50% nos critérios: epitelização, neoangiogênese e formação de colágeno jovem (todos p<0,05). No entanto, na comparação com a sulfadiazina de prata os curativos mostraram-se semelhantes. Conclusão: Sendo assim, o biopolímero atuou positivamente no processo de epitelização como o encontrado em tratamentos da prata de queimaduras atuais.

Palavras-chave


queimaduras; biopolímeros; quitosana; curativo

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