Hematoma auricular e pericondrite

atualização diagnóstica e terapêutica: relato de caso

Autores

  • Godofredo Campos Borges Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde
  • Penélope de Lima Petuco Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde
  • Camila Tonelli Brandão Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde

Palavras-chave:

Hematoma, Pavilhão Auricular, Piercing Corporal

Resumo

Introdução: O hematoma auricular é definido como o acúmulo de sangue no espaço subpericondral, em geral secundário a um processo traumático fechado. As manifestações apresentadas costumam incluir pavilhão edematoso, flutuante e equimótico, com perda dos marcos cartilaginosos normais. A presença de tal conteúdo hemático, de forma persistente, está associada a complicações, sendo uma das mais relatadas: a necrose do pavilhão auditivo - devido comprometimento do aporte sanguíneo – e pericondrite, descrita como o processo inflamatório e infeccioso desta região. Relato de caso: Paciente feminina de 15 anos, apresentou quadro de hematoma auricular com evolução para pericondrite após colocação de piercing em porção superior da orelha esquerda. Procedeu-se drenagem do conteúdo em centro cirúrgico, com exploração local do hematoma, associado a antibioticoterapia. Apesar da ausência de intercorrências durante procedimento, e resultado satisfatório no pós-operatório imediato, a paciente evoluiu com deformidade do tipo “orelha em couve-flor”. Discussão: O diagnóstico de ambas as patologias é essencialmente clínico, e a abordagem terapêutica inicial envolve realização de drenagem da secreção. Sob suspeita de processo infeccioso, antibioticoterapia deve ser prontamente instaurada, com cobertura para Gram negativos (Pseudomonas aeruginosa), tendo em vista que são os patógenos frequentemente envolvidos. Deve-se dar essencial destaque, também, para a realização de cultura e antibiograma do material coletado. Conclusão: Se não realizado com a técnica adequada e materiais esterilizados, este procedimento considerado “simples” – e cada vez mais comum - resulta em risco elevado para complicações estéticas e clínicas desfavoráveis, tais como o hematoma auricular e pericondrite. Nesse sentido, não apenas a orientação da população é essencial, como também o conhecimento e estudo aprofundado de tais patologias, de tal forma que o seu reconhecimento e tratamento sejam sempre realizados o mais rápido possíveis.

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Publicado

2022-10-28

Como Citar

Borges, G. C., Petuco, P. de L., & Brandão, C. T. (2022). Hematoma auricular e pericondrite: atualização diagnóstica e terapêutica: relato de caso. Revista Da Faculdade De Ciências Médicas De Sorocaba, 24(Supl.). Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/RFCMS/article/view/59716