Fungos anemófilos como parâmetro de qualidade do ar em um hospital do Nordeste brasileiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/1984-4840.2026v28a16

Palavras-chave:

Infecção hospitalar, Fungos, Normas de Qualidade do Ar, Maternidades, Contenção de Riscos Biológicos

Resumo

Objetivo: o presente estudo teve como objetivo avaliar a presença de fungos anemófilos em um hospital maternidade. Métodos: trata-se de estudo transversal e experimental realizado no Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB), localizado no município de Santa Cruz, Rio Grande do Norte. Utilizou-se a técnica de sedimentação espontânea, sendo expostas duas placas de Petri contendo Ágar Sabouraud Dextrose em diferentes áreas do hospital, incluindo o alojamento, centro cirúrgico, sala de parto e UTI neonatal. As placas foram abertas e permaneceram expostas por um período de 15 minutos, em março de 2023, com medidas simultâneas de temperatura e umidade do ar. Após o período de incubação, as colônias fúngicas foram contadas, e a relação I/E (ambiente interno/externo) foi calculada para avaliar a qualidade do ar interno, conforme os padrões da Anvisa, que preconizam ≤ 750 UFC/m³ e I/E < 1,5. Para a identificação dos fungos, utilizou-se a técnica de microcultivo. Além disso, os fungos foram submetidos aos testes de patogenicidade (crescimento a 37 °C e urease). Resultados: as condições ambientais foram monitoradas, revelando variação de temperatura de 26 ºC a 28 ºC internamente e 32 ºC externamente, com umidade entre 42% e 60%. O número de unidades formadoras de colônias e a relação ambiente interno/externo estavam dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Acremonium spp., Cladosporium spp. e Aspergillus spp. foram as espécies mais prevalentes em todos os ambientes, enquanto Aspergillus spp. mostrou potencial patogênico. Conclusão: destaca-se que o hospital estava em conformidade, ...

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maria Tereza Soares Barbosa, Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

Bacharelado em farmácia, Centro de Educação e Saúde da Universidade Federal de Campina Grande, localizado na Rua Profª. Maria Anita Furtado Coelho, S/N, Sítio Olho D’Água da Bica. CEP: 58175 – 000.

 Lattes id: http://lattes.cnpq.br/5367650145787297

Julihermes Avelar de Macedo Filho, Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

Bacharelado em farmácia, Centro de Educação e Saúde da Universidade Federal de Campina Grande, localizado na Rua Profª. Maria Anita Furtado Coelho, S/N, Sítio Olho D’Água da Bica. CEP: 58175 – 000.

Lattes iD: http://lattes.cnpq.br/7849833616314052

Julia Beatriz Pereira de Souza, Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

Docente do curso de Farmácia, Centro de Educação e Saúde da Universidade Federal de Campina Grande, localizado na Rua Profª. Maria Anita Furtado Coelho, S/N, Sítio Olho D’Água da Bica. CEP: 58175 – 000.

Lattes id: http://lattes.cnpq.br/1441116996097068

Egberto Santos Carmo, Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

Docente do curso de Farmácia, Centro de Educação e Saúde da Universidade Federal de Campina Grande, localizado na Rua Profª. Maria Anita Furtado Coelho, S/N, Sítio Olho D’Água da Bica. CEP: 58175 – 000.

Lattes id: http://lattes.cnpq.br/1441116996097068

Referências

1. Padoveze MC, Fortaleza CMCB. Infecções relacionadas à assistência à saúde: desafios para a saúde pública no Brasil. Rev Saúde Pública. 2014;48:995-1001. doi: 10.1590/S0034-8910.2014048004825.

2. Pereira FGF, Chagas ANS, Freitas MMC, Barros LM, Caetano JA. Caracterização das infecções relacionadas à assistência à saúde em uma Unidade de Terapia Intensiva. Vigil Sanit Debate. 2016;4(1):70-7.

3. Cordeiro PAS, Siqueira GKR, Silva WMT, Vieira PDS. Fungos anemófilos associados ao ambiente das enfermarias em unidade hospitalar do Cabo de Santo Agostinho-PE, Brasil. SaBios: Rev Saúde Biol. 2021;16:1–8. doi: 10.54372/sb.2021.v16.2821.

4. Barros IF, Santos MFRD, Reges KWP, Nunes LE, Vale PAPD. Análise epidemiológica das unidades hospitalares notificadoras de infecções associadas à assistência à saúde (IRAS) no Brasil. REMS. 2021;2(2):19. doi: 10.51161/rems/1176.

5. Verde SC, Almeida SM, Matos J, Guerreiro D, Meneses M, Faria T, et al. Microbiological assessment of indoor air quality at different hospital sites. Res Microbiol. 2015;166(7):557–63. doi: 10.1016/j.resmic.2015.03.004

6. Pires WAM. Perfil populacional de fungos anemófilos em hospitais brasileiros: uma revisão integrativa [monografia]. Cuité: Universidade Federal de Campina Grande; 2021.

7. Lobato RC, Vargas VS, Silveira ÉS. Sazonalidade e prevalência de fungos anemófilos em ambiente hospitalar no Sul do Rio Grande do Sul, Brasil. Rev Fac Ciênc Méd Sorocaba. 2009;11(2):21-8.

8. Martins OA. Fungos anemófilos e leveduras isolados em ambientes de laboratórios de microbiologia em instituição de Ensino Superior [dissertação]. Pelotas: Universidade Federal de Pelotas; 2016.

9. Carmo ES, Belém LF, Catão, RMR, Lima EO, Silveira IL, Soares LHM. Microbiota fúngica presente em diversos setores de um hospital público em Campina Grande-PB. Rev Bras Anál Clín. 2007;39(3):213-6.

10. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (BR). Resolução da diretoria colegiada n° 9, de 16 de janeiro de 2003 [Internet] [acesso em 27 out 2023]. Disponível em: https://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RE_09_2003_.pdf/8ccafc91-1437-4695-8e3a-2a97deca4e10.

11. Sobral LV, Melo KN, Souza CM, Silva SF, Silva GLR, Silva ALF, et al. Antimicrobial and enzymatic activity of anemophilous fungi of a public university in Brazil. An Acad Bras Ciênc. 2017;89(3):2327–40.

12. Morais GR, Silva MAD, Carvalho MV, Santos JGS, Dolinger EJO, Brito D. Qualidade do ar interno de uma instituição de ensino superior. Biosci. J. 2010;26(2):305-10.

13. Santos MO. Atualizações sobre o diagnóstico laboratorial das infecções fúngicas. Goiânia: SBCSaúde; 2019.

14. Morais UN. Identificação de fungos anemófilos de ambientes climatizados em laboratórios de pesquisa de uma instituição de ensino superior de Alagoas [monografia]. Maceió: Universidade Federal de Alagoas; 2021.

15. Hoog GS, Guarro J, Gené J, Ahmed S, Al-Hatmi AMS, Figueras MJ et al. Atlas of clinical fungi. 4 ed. Hilversum: Foundation Atlas of Clinical Fungi; 2020.

16. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (BR). Microbiologia clínica para o controle de infecções relacionadas à assistência à saúde: Módulo 8: Detecção e identificação de fungos de importância médica [Internet]. Brasília (DF): ANVISA; 2013 [acesso em 23 out 2023]. p. 46. Disponível em: modulo-8-deteccao-e-identificacao-de-fungos-de-importancia-medica

17. Debeaupuis JP, Sarfati J, Chazalet V, Latgé JP. Genetic diversity among clinical and environmental isolates of Aspergillus fumigatus. Infect Immun. 1997;65(8):3080-5. doi: 10.1128/iai.65.8.3080-3085.1997.

18. Sales E, Sales EML, Dias LF, Costa FEC, Loyola ABAT. Micota no ar da unidade de terapia intensiva e centro cirúrgico de um hospital universitário. Bioikos. 2012;25(2):109-15.

19. Neves KCS, Porto ALF, Teixeira MFS. Seleção de leveduras da Região Amazônica para produção de protease extracelular. Acta Amaz. 2006;36(3):299-306. doi: 10.1590/s0044-59672006000300002.

20. Sanguessuga MSG. Síndroma dos edifícios doentes: estudo da qualidade do ar interior e despiste da eventual existência de SED entre a população do edifício “E” de um estabelecimento de ensino superior [dissertação]. Lisboa: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa; 2012.

21. Marinho JLC. Microbiota fúngica anemófila de um hospital municipal situado no Curimataú Paraibano [monografia]. Cuité: Universidade Federal de Campina Grande; 2022.

22. Calumby RJN, Silva JA, Silva DP, Moreira RTF, Araújo MAS, Almeida LM, et al. Isolamento e identificação da microbiota fúngica anemófila em Unidade de Terapia Intensiva. Braz. J. Develop. 2019;5(10):19708-22. doi: 10.34117/bjdv5n10-186.

23. Alfonso JF, Baamonde MB, Santos MJ, Astudillo A, Fernández-Vega L. Acremonium fungal infection in 4 patients after laser in situ keratomileusis. J Cataract Refract Surg. 2004;30(1):262-7. doi: 10.1016/S0886-3350(03)00646-1.

24. Cunha RMA, Souza EBA, Gazola HQGB. Qualidade microbiológica do ar em ambiente de um instituto de Oncologia e Radioterapia do município de Porto Velho. Saber Cient. 2021;6(2):54-63.

25. Bazaz R, Denning DW. Aspergillosis: causes, types and treatment. Pharm. J. 2019;303:7927.

26. Lima AKS, Rodrigues JR, Souza IS, Rodrigues JC, Souza TC, Maia CR, et al. Fungos isolados da água de consumo de uma comunidade ribeirinha do médio Rio Solimões, Amazonas-Brasil: potencial patogênico. Rev Ambient Água. 2017;12(6):1017–24.

27. Xiong Z, Zhang N, Xu L, Deng Z, Limwachiranon J, Guo Y, et al. Urease of Aspergillus fumigatus is required for survival in macrophages and virulence. Microbiol Spectrum. 2023;11(2):03508-22.

Downloads

Publicado

2026-09-01

Como Citar

Barbosa, M. T. S., Macedo Filho, J. A. de, Souza, J. B. P. de, & Carmo, E. S. (2026). Fungos anemófilos como parâmetro de qualidade do ar em um hospital do Nordeste brasileiro. Revista Da Faculdade De Ciências Médicas De Sorocaba, 28(Fluxo contínuo), e65031. https://doi.org/10.23925/1984-4840.2026v28a16

Edição

Seção

Artigo Original

Categorias