(In)visibilidade do transtorno do espectro autista entre os cursos da área da saúde
um estudo descritivo
DOI:
https://doi.org/10.23925/1984-4840.2026v28a8Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Transtornos do Neurodesenvolvimento, Universidades, Estudantes de Ciências da Saúde, Inclusão Escolar, Conhecimentos, Atitudes e Práticas em SaúdeResumo
Objetivo: analisar o conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) entre os acadêmicos das áreas de saúde e psicologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e avaliar a inclusão da humanização nos cursos. Métodos: universitários de seis cursos responderam a um questionário para avaliar a abordagem do TEA durante a graduação e as experiências dos estudantes em relação à temática. Análises descritivas das variáveis quantitativas e qualitativas foram realizadas, incluindo o estudo de frequências e a elaboração de gráficos. Resultados: a amostra analisada não apresentou divergência (p > 0,05). No total, 99,3% dos avaliados consideraram o TEA um assunto importante, porém apenas 4,3% afirmaram ter adquirido conhecimentos suficientes durante a graduação. Mais de 40% dos estudantes do primeiro ano afirmaram que o assunto foi abordado de forma superficial. Contudo, nos cursos de Medicina, Odontologia e Psicologia, houve aumento do conhecimento sobre determinados conceitos do transtorno. Comparando os primeiros e os últimos anos dos seis cursos analisados, em cinco deles houve um aumento médio de 10% na insegurança ao lidar com essa população. Os alunos do primeiro ano de Medicina obtiveram o menor nível de conhecimento acerca do TEA (2,97±1,84), sendo a pior média entre os cursos. Conclusão: recomenda-se uma revisão curricular dos cursos para suprir a deficiência na abordagem do TEA durante a graduação.
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