Polifarmácia e fatores associados em indivíduos com transtornos mentais internados em residenciais terapêuticos
DOI:
https://doi.org/10.23925/1984-4840.2026v28a15Palavras-chave:
Polimedicação, Preparações Farmacêuticas, Transtornos Mentais, Saúde Mental, InternaçãoResumo
Objetivo: a doença mental acomete cerca de quase um bilhão de pessoas no mundo. O Brasil é um dos países que apresenta elevada prevalência de transtornos mentais, variando de 20% a 56%. O aumento na taxa de mortalidade nessa população está associado aos efeitos dos antipsicóticos, principalmente quando há polifarmácia. Diante disso, o objetivo deste trabalho é verificar a prevalência de polifarmácia e fatores associados em indivíduos com transtornos mentais internados em residenciais terapêuticos no município de Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Materiais e Métodos: trata-se de estudo transversal, com dados coletados de prontuários de indivíduos residentes em instituições terapêuticas privadas do município de Passo Fundo. Para a coleta dos dados dos prontuários, utilizou-se formulário padronizado e pré-codificado. O desfecho de polifarmácia foi caracterizado quando evidenciada a utilização de cinco ou mais medicamentos de uso contínuo. Resultados: foram investigados 254 indivíduos em situação de moradia em residenciais terapêuticos, e a prevalência de polifarmácia foi de 55,6%. A maioria não possuía doença clínica (65,1%) e fazia uso de medicação psiquiátrica (97,2%) e clínica (52,1%). Nas análises bivariada e multivariada, foi possível verificar menor prevalência de polifarmácia entre os indivíduos que não apresentavam doença clínica e com menor tempo de internação (p < 0,05). Conclusão: a presente pesquisa identificou elevada prevalência de polifarmácia e, como fatores associados, verificou a presença de doença clínica e tempo de internação. Esses resultados merecem atenção, pois se trata de indivíduos jovens, com risco de mortalidade precoce devido à própria condição clínica.
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