Comparação de resultados da classificação de Robson na admissão e no pós-parto em parturientes internadas em hospital universitário na região de Sorocaba
DOI:
https://doi.org/10.23925/1984-4840.2026v28a19Palavras-chave:
Gravidez, Gestantes, Parto, Indicador de Risco, Classificação, MaternidadesResumo
Objetivo: analisar o perfil de parturientes atendidas em um Hospital Universitário da região de Sorocaba, classificando-as de acordo com a Escala de Robson, e comparar as taxas de cesárea encontradas com a realidade brasileira e com os valores recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Métodos: estudo observacional retrospectivo conduzido no Hospital Universitário Santa Lucinda. A amostra abrangeu 857 parturientes. Os dados foram obtidos por meio da análise de prontuários, planilhas institucionais e aplicação de questionários, mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FCMS/PUC-SP. Empregaram-se análises estatísticas descritiva e comparativa para avaliar a proporção das vias de parto e a distribuição das pacientes nas dez categorias da Escala de Robson. Resultados: constatou-se uma taxa global de 62,9% de partos vaginais e 37,1% de cesáreas. A amostra concentrou-se majoritariamente nas categorias 1, 2 e 3 (61,02% dos casos). Os grupos que mais contribuíram para a taxa global de cesarianas da instituição foram o Grupo 5 (37,61% do total de cesáreas) e o Grupo 2 (29,46%). Conclusão: o hospital apresentou taxas de cesárea superiores aos valores recomendados pela OMS (10%–15%), porém significativamente mais satisfatórias que a média nacional (55,7%), demonstrando efetividade nas tentativas institucionais de redução de cesáreas desnecessárias, especialmente ao se observar o desempenho protetor nos Grupos 1, 2 e 5.
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