Seeing Things, Feeling Rhythm
DOI:
https://doi.org/10.23925/2763-700X.2022n3.58396Palavras-chave:
attention, comparticipation, repetition, rhythm, semiotics, tensionResumo
Este artigo aborda algumas questões relativas à semiótica do ritmo considerado enquanto um fenômeno que intervém num plano de fundo e, consequentemente, caracterizado pelo fato de que ao ele entrar em jogo a atenção do sujeito está focada em outro aspeto. Partindo da oposição coparticipação / cognição, aproximativamente superponível à categoria conhecido / novo, os ritmos são sempre colocados no primeiro lado. Mas coparticipação e cognição interagem em vários níveis, e as mesmas estruturas iterativas podem frequentemente acessar o primeiro plano, gerando então efeitos de saturação, com as consequentes tensões. Mantendo as características do ritmo, a ascensão ao primeiro plano transforma completamente o papel da repetição. Discutimos as modalidades dessa transformação, os requisitos que permitem que a repetição seja reconhecida como tal e os papéis que os ritmos desempenham em diferentes atividades como ritual, contemplação estética, riso e atividade sexual.
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