A lanterna e o farol: Bangu e o clássico da sobrevivência

Júlio César de Lima Bizarria, Pedro Jorge Lo Duca Vasconcellos

Resumo


O perfil demográfico e urbanístico da porção meridional da cidade do Rio de Janeiro sofreu o impacto, ao longo do século XX, de uma série de transformações consequentes das políticas públicas que perfizeram sua vocação turística. Boa parte da população que se deslocava para região de Bangu na segunda metade do século XX provinha das várias remoções operadas pelo governo do então Estado da Guanabara nas várias favelas que se interpunham entre a urbe e sua vocação como vitrine metonímica do Brasil. Descrito pela literatura como um movimento acentuadamente disjuntivo, o assentamento das famílias faveladas em Bangu sugere, pouco mais de meio século após a administração de Carlos Lacerda, a existência instituições conjuntivas, que permitiram a elaboração de uma identidade banguense e de formas específicas de sociabilidade, num desafio a uma suposta irreconciliabilidade entre esporte e militância.

Palavras-chave


Favela; Futebol; Identidade; Bangu; Território.

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ISSN 1982-6672

DOI 10.23925/1982-6672