Populismo e Antipopulismo na Política Brasileira: Massas, Lógicas Políticas e Significantes em Disputa

Sebastián Ronderos, Thomás Zicman de Barros

Resumo


O objetivo do artigo é mostrar que o termo “populismo” se refere tanto a um conceito quanto a um significante presente na disputa política, e que essas dimensões se comunicam. Para tanto, analisamos discursos sobre o populismo no Brasil durante o quarto período republicano produzidos dentro e fora da academia. Argumentamos que as teorias que interpretavam o populismo a partir das noções de bonapartismo e massa emergem quando o termo já era utilizado na linguagem corrente – notadamente para se referir a Adhemar de Barros, seja de forma laudatória, seja de forma pejorativa. A desconstrução dessas interpretações nos aproxima da Teoria do Discurso da Escola de Essex, que compreende o populismo como uma lógica política opondo “nós” contra “eles” e que pode se ligar a diversas ideologias. Concluímos então que, no contexto brasileiro, o próprio discurso antipopulista reproduzia a lógica populista – utilizando o termo “populismo” para caracterizar negativamente seus adversários.


Palavras-chave


Populismo; Antipopulismo; Bonapartismo; Adhemar de Barros; Ernesto Laclau

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DOI: https://doi.org/10.23925/v12n36_dossie2

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ISSN 1982-6672

DOI 10.23925/1982-6672