Um olhar para a epistolografia artaudiana: a dinâmica construtivo-destrutiva como componente criador

Rafael Balseiro Zin, Rafael de Paula Aguiar Araújo

Resumo


Antoine Marie Joseph Artaud, mais conhecido como Antonin Artaud, foi poeta, artista plástico, ensaísta político, ator, dramaturgo, roteirista e diretor de teatro na primeira metade do século XX e se destacou por ser um autor constantemente insatisfeito com a expressão de suas ideias e que se propunha a não fazer diferença entre a vida e a arte. Sem dúvida, a característica mais marcante do que se convencionou chamar de obra de Artaud está na necessidade de “sair do inferno”. Mais do que a intenção de comunicar, o movimento incessante de seus textos indica uma faceta sem igual de autoexpressão, em uma evidente tentativa de substituição da arte pela vida. Sabendo disso, esse estudo tem por objetivo compreender o que as inquietudes artaudianas representam e em que medida elas nos auxiliam a compreender as diversas conjunturas existentes na relação entre a arte e a política. Além disso, tem por intuito avaliar de que modo acontece e em que resulta o encontro produzido entre a elaboração de uma ação política potencialmente transformadora e a proposição de uma estética arrebatadora e contrária às imposições de uma linguagem que refrata a própria vida interior do artista criador.

Palavras-chave


Antonin Artaud; epistolografia; teatro pós-dramático; arte e política.

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ISSN 1982-6672

DOI 10.23925/1982-6672