INGLÊS E GLOBALIZAÇÃO EM UMA EPISTEMOLOGIA DE FRONTEIRA: IDEOLOGIA LINGÜÍSTICA PARA TEMPOS HÍBRIDOS

Luiz Paulo da Moita Lopes

Resumo


Este artigo focaliza o fenômeno do inglês como língua que colabora na construção da globalização, seguindo os princípios de uma epistemologia de fronteira. Tem o objetivo de contribuir na elaboração de uma ideologia lingüística para os tempos híbridos em que vivemos. Baseia-se em uma teorização assentada nos construtos de Império, histórias locais e performatividade, possibilitando uma re-descrição da relação entre inglês e globalização. O inglês é compreendido então como língua de fronteira por meio da qual as pessoas se apropriam de discursos globais e reinventam a vida local em suas performances cotidianas. São analisados exemplos de tais usos do inglês em e-mails translingüísticos e no rap brasileiro. Ao concluir, usa-se uma lógica que reconhece tanto o papel imperial do inglês assim como o seu uso transimperial, que possibilita a reinvenção da vida local não como mímica de designs globais, mas como possibilidade de construir uma outra globalização, anti-hegemônica, em performances lingüísticoidentitárias inovadoras nos fluxos da fronteiraI

Palavras-chave


Inglês; Globalização; Epistemologia de Fronteira; Ideologia Lingüística

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Revista Delta-Documentação e Estudos em Linguística Teórica e Aplicada ISSN 1678-460X