O manto de Austin ou quem (não) tem medo de John L. Austin? Sobre os 50 anos da teoria dos atos de fala e como Rajan salva Austin de si mesmo e de outros

Autores

  • Jacob L. Mey University of Southern Denmark

Palavras-chave:

Teoria dos atos de fala, John L. Austin, Kanavillil Rajagopalan

Resumo

O artigo coloca a pessoa do professor Kanavillil Rajagopalan dentro do contexto de seus muitos anos de pesquisa e ensino em várias universidades do Brasil. Argumenta-se que os seus esforços para defender uma nova abordagem para a linguística, com base na noção de “atos de fala”, não foram sempre bem recebidos pelos praticantes da linguística de sua época e idade. Além disso, pesquisando os fundamentos da teoria dos atos de fala desde seu início, tornou-se claro para Rajan que a doxa de ‘Searle apenas codifi cando e limpando o legado um pouco desarrumado de Austin’ não se sustenta. A opinião comum representada por esse ponto de vista é uma injustiça, tanto para Searle como um pensador independente, quanto para Austin como um fi lósofo original em seu próprio direito, que não só fala através de uma boca searliana. Em particular, as pessoas não prestaram atenção a um elemento essencial da obra de Austin: sua persistência em distanciar-se de toda teorização ferrenha e rígida. Ao contrário, o humor de Austin desempenhou sempre um papel importante em suas apresentações, tanto oralmente quanto por escrito. Rajan, assim, cria uma imagem mais diferenciada, tanto da própria teoria como de seus dois grandes protagonistas, Austin e Searle.

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