Atos de tradução, ou quando traduzir é fazer

Lenita Esteves

Resumo


Este trabalho analisa o ato de tradução à luz da Teoria dos Atos de Fala, como proposta por John Langshaw Austin em How to do things with words, argumentando que o modo como Austin constrói sua teoria, de uma forma não linear, é adequado para uma teorização sobre a tradução. O trabalho também propõe que se considere o ato de tradução como uma entidade “êmica”, ou seja, irredutivelmente cultural. Essa proposta se inspira, por sua vez, na afi rmação de Kanavillil Rajagopalan em relação aos atos ilocucionários. Para esse autor, os atos ilocucionários são “unidades de análise indissoluvelmente culturais, compreensíveis tãosomente enquanto fatos institucionais, específi cos de cada comunidade de fala” (1992a: 120).

Palavras-chave


Tradução como ação; entidades êmicas; J. L. Austin; Kanavillil Rajagopalan

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Revista Delta-Documentação e Estudos em Linguística Teórica e Aplicada ISSN 1678-460X