RESONANCIAS DISCURSIVAS Y CORTESÍA EN PRÁCTICAS DE LECTO-ESCRITURA

Autores

  • Silvana Serrani-Infante Universidade Estadual de Campinas

Palavras-chave:

Leitura, Análise Contrastiva, Ensino de Língua Estrangeira, Espanhol, Análise do Discurso, Polidez

Resumo

Neste artigo, apresentamos um estudo sobre a compreensão em leitura baseado em uma abordagem contrastiva de cunho argumentativo-discursivo. Examinamos a relação materialidade lingüística – processo discursivo, observando a conexão entre a leitura em língua estrangeira próxima (espanhol) e a produção escrita e a memória textual em língua materna (português). Além do interesse na pesquisa aplicada e as conseqüências para o ensino-aprendizagem de línguas, investigamos a relação teórica entre língua, subjetividade e discurso, focalizando a questão da polidez. A textualidade é concebida enquanto sedimentação de regularidades discursivas. Essa sedimentação, por ser singular em cada produção textual, não deixa de estar imbricada em uma rede de memórias discursivas, resultantes de relações sociais, contraditórias, em contextos históricos determinados (Foucault, 1986; Pêcheux, 1990). Na experiência de pesquisa aqui apresentada, temos como referência procedimentos da metodologia do Projeto Galatea, desenvolvido na União Européia para estudar a intercompreensão em línguas românicas (Dabène, 1996). Em nosso estudo, utilizamos, também, procedimentos de simulação, com projeção enunciativa dos participantes, e operamos com a noção de ressonância discursiva. Os resultados, que dizem respeito aos modos direto e indireto de enunciar e à polidez enunciativa, levam a concluir que a concepção de polidez deve ser pensada além de fenômeno restrito a estratégia pragmática para evitar conflitos, para passar a ser abordada enquanto marca de constituição identitária e social. Finalmente, salientamos a relevância da sensibilização à discursividade, mostrando implicações teóricas e práticas de sua implementação.

Publicado

2018-10-29

Edição

Seção

Artigos